quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Primeira insónia de Setembro

Mais uma vez, não consigo dormir. Acho que ando a sofrer por antecipação. Sei que não devia, mas sinto cá dentro o meu coração esmigalhado pela pressão que me é imposta. Queria viver mais, sonhar mais, amar mais... mas nem sempre o que desejamos acontece. Muitas vezes, a falta de dinheiro é que me limita. Apesar de não ser uma fonte infindável de felicidade, o dinheiro ajuda a resolver muitos problemas. Agora tenho de me concentrar naquilo que estou a fazer para que a estabilidade financeira me bata de vez à porta. Desta vez não posso deixa-la ir embora, porque senão não passamos de eternas crianças a brincar ao esconde-esconde. Mas mesmo assim, o desconforto não desaparece totalmente visto que as minhas preocupações vêm do interior minha mente e do meu coração. Principalmente, do coração. Este, sofre muitas vezes calado. Chora baixinho em noites de insónia, receando que aconteça aquilo que mais teme. Gostava de não me sentir assim. Quero mudar de paradigma, no entanto estas coisas levam tempo. É especialmente difícil para mim porque sou uma pessoa de sentimentos à flor da pele. Um simples abraço, um simples sorriso ou uma simples palavra podem fazer toda a diferença num só dia. O contrário também acontece. Uma simples palavra tanto pode fazer-me rir, como fazer-me chorar. Tudo depende da maneira como essa palavra é proferida, e por quem é dita. Eu sou uma pessoa bastante atenta a estes pormenores porque tenho a intuição bem apurada. A sensibilidade é nata em mim. Acontece que a vontade de ser feliz é maior e acabo por não dar demasiada importância àquilo que me faz sofrer. Pelo menos tento esquecer por algumas horas as coisas que me afligem. Pois, se não for capaz de me colocar em stand by de vez em quando, tenho a certeza que sinto ainda mais, as situações menos agradáveis. E com "papas e bolos" vou escrevendo aquilo que sinto cá dentro, no intuito de lavar a alma destes pensamentos menos cativantes. O segredo da felicidade prende-se nas pequenas coisas que pensamos sobre nós e sobre os outros. Quantas vezes as nossas preocupações são infundadas? Quantas vezes nos deixamos enganar por aquilo que o coração sente? Por isso é que temos de estar atentos aos sinais do nosso corpo para que não fiquemos doentes. Quando não falamos sobre as coisas que nos incomodam, acumulamos energias negativas dentro de nós. Nada melhor do que deitar cá para fora as nossas preocupações mais íntimas! É para isso que as insónias também servem. Servem para nos libertarmos das coisas menos boas. E se aliarmos a isso uma vontade louca de escrever, libertamos a nossa criatividade de uma forma espantosa! Bem, agora que já falei o que queria, vou aproveitar para dormir. O sono já me visitou e eu vou aproveitar antes que esta visita decida "pregar para outra freguesia".

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