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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Visita ao Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo

Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje visitei o Mosteiro de Odivelas, ou seja, o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, mandado construir pelo próprio Rei D. Dinis, que, segundo a história, foi o sexto Rei de Portugal.

De estilo Gótico e Manuelino, o Mosteiro de Odivelas é imponente, visto de fora. É belíssima a combinação destes dois estilos! Esta dualidade estilística deveu-se ao Terramoto de 1755 que destruiu uma parte do Mosteiro. Logo após a catástrofe, o monumento, foi reconstruído.

Comecei por visitar a sala da Rainha Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel), depois passamos à cozinha cujos azulejos são interessantes, pois os motivos não se interligam entre si. 

Naquela época, quando um azulejo de cozinha se partia, era prontamente substituído por outro e nem se percebia que era outro que tomava o seu lugar. Os motivos escolhidos eram alusivos aos descobrimentos ou alusivos à vida no campo, o que é bastante compreensível, dado que o Rei D. Dinis é também conhecido como o Rei Lavrador (daí os azulejos com arados e carroças), além de que naquele tempo vivia-se na maravilhosa Era dos descobrimentos ( daí os azulejos com caravelas ou motivos da Realeza). 

Ainda na cozinha existe um sistema de canalização, demasiado avançado para a época. D. Dinis, como Rei inteligente que era, muniu todo o Mosteiro com uma rede de água potável e com uma rede de água menos interessante para ingerir. É ainda importante referir que era nesta cozinha que as freiras confeccionavam toda a doçaria, inclusive a famosa Marmelada Branca, de Odivelas.

Depois da cozinha passamos ao claustro. Um belo claustro de estilo Manuelino, visto que devido ao terramoto muito do que havia neste edifício desmoronou. O claustro, assim como a igreja, sofreram modificações. 

Outra coisa que me impressionou foi a quantidade de túmulos que existem debaixo dos pés de quem visita o Mosteiro. O chão de pedra, contém inúmeras inscrições sobre as freiras que ali viveram até ao fim dos seus dias, sendo sepultadas naquele lugar. Em silêncio caminhei sobre elas, sem proferir palavra. Quantas vidas por ali passaram! 

Também vi a sala de refeitório que também serve de sala de convívio para o instituto de Odivelas. Nesta sala, o tecto é magnífico! Este, é todo pintado com cenas da Bíblia. Seria, com certeza, o local onde as freiras tomavam as suas refeições.

A igreja, como já tinha referido tem dois estilos distintos. O estilo Gótico e o estilo Manuelino que foi construído depois. É neste espaço que está o túmulo do Rei e, como  muitos defendem, o túmulo da sua filha bastarda. É na igreja que termina a visita. O espaço é interessante. Grotesco, mas interessante e imponente. Diferente daquilo a que estamos acostumados.

Queridos leitores, abaixo deixo-vos algumas imagens desta visita. algumas das imagens ficaram escuras por causa da fraca luminosidade, mas mesmo assim decidi posta-las. Espero que gostem!














terça-feira, 7 de outubro de 2014

Primeiro Festival da Marmelada Branca de Odivelas

Imagem retirada da Internet

Queridos leitores e amigos da Rainha, no próximo fim-de-semana, dias 10, 11 e 12 de Outubro, vai realizar-se o primeiro Festival da Marmelada Branca de Odivelas, junto ao Mosteiro de S. Dinis em Odivelas. A famosa Marmelada Branca é um doce único no mundo e típica deste lugar.

O Mosteiro de S. Dinis, foi mandado construir pelo Rei D. Dinis e foi erigido no ano 1295. Muitos segredos guarda este Mosteiro! Os Templários, a filha ilegítima do Rei, as modificações do edifício devido ao Terramoto de 1755, o segredo da Marmelada Branca... muitas são as lendas e as tradições há muito esquecidas que habitam este sereno lugar.

Como Portuguesa que sou, gosto bastante desta época da história. Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas!... Ou não fosse eu também Rainha (das Insónias). Gosto especialmente do Rei D. Dinis, pela importância que teve para a Literatura e Cultura, Portuguesas. Era o Rei Trovador, o Rei Poeta. Muitas foram as Cantigas de Amor, as Cantigas de Amigo e as Cantigas de Escárnio e de mal-dizer, que ele próprio escreveu e muitos foram os livros que traduziu para um Português arcaico, bastante avançado para a época.

Não sei se é a aura de mistério que me fascina, mas a verdade é que não consigo ficar indiferente. Por isso, estarei com certeza presente neste espaço num destes dias para apreciar os doces conventuais e ao mesmo tempo viajar uns séculos atrás, através da visita ao Mosteiro.