quarta-feira, 9 de julho de 2014

A questão das partilhas - parte 1

Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje vamos falar de partilhas. Não! Não estou a falar de heranças. Estou a falar de algo bastante comum nos dias de hoje que gera alguma controvérsia. Quando escrevo alguma coisa no blogue e depois partilho essa informação nas redes sociais a tendência de certas pessoas é perguntar se podem partilhar o assunto. Obviamente que a minha resposta é SIM. No entanto, é necessário ter bom senso para perceber quando não se deve fazer isso, ou perceber de que forma o devemos fazer sem prejudicar a outra pessoa. Eu entendo esse receio que as pessoas sentem ao invadir o espaço do outro partilhando algo que não é seu. Por isso, sinto-me na obrigação de esclarecer os meus leitores sobre as regras da partilha.

Quando as redes sociais foram criadas, não havia forma de partilhar fosse o que fosse. A informação era estática e as imagens também. Mais tarde apareceram as mensagens instantâneas (chat) que permitiam que os usuários da rede comunicassem entre si através de mensagens escritas e de ficheiros, como hoje em dia ainda se faz. Com o tempo essas redes evoluíram e temos nas mesmas uma rede de contactos com os mesmos interesses que nós que podem partilhar informações de outras pessoas. O problema que se coloca é: Como sei se posso partilhar determinada informação?

Informações pessoais

No caso das informações pessoais, devemos parar e pensar em nós mesmos. Será que partilho com toda a gente o meu número de telefone? Será que partilho com toda a gente algo sobre a minha família? Será que partilho com toda a gente o que faço profissionalmente? Essas são apenas algumas perguntas nas quais devemos reflectir pois, normalmente não fazemos aos outros aquilo que não gostamos que os outros nos façam. Logo, é provável que cheguemos à conclusão que não devemos partilhar informações pessoais de outros sem a sua prévia autorização.

Informações sobre determinado assunto

Neste caso a partilha serve um objectivo diferente. Suponhamos que temos um problema de saúde que nos leva a procurar respostas na Internet sobre esse assunto. É provável que tenhamos vontade de partilhar algo sobre isso para vermos mais tarde. E se esse mesmo assunto for importante para mais alguém? Ao partilhar essa informação pode estar a ajudar-se a sim próprio, bem como a ajudar alguém que está numa situação idêntica. É neste sentido que a partilha é importante. Quando podemos comunicar com outros que sentem o mesmo que nós ou que têm os mesmos interesses que nós, cuja partilha seja de certa forma uma mais valia, é correcto partilhar.

Em suma, nos dias de hoje, a partilha tornou-se cada vez mais importante. Mas é absolutamente necessário ter o bom senso de perceber o que deve, ou não, ser partilhado. Além disso, a forma como se deve partilhar também é de extrema importância. Mas este assunto ficará para um próximo post. 

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