Os pássaros cantam
à volta da chuva
e se encantam
ao ver uma gota cair.
Mas eu prefiro dormir.
Embalar com a melodia
mesmo que seja de dia
ouvindo a chuva a cair.
Adormeço, pois, a sorrir!
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
O Poeta é um observador - Versão Quase Pessoa
O poeta é um observador.
Observa tão completamente
que chega a observar a dor,
a dor que deveras sente.
E o amor? Esse não mente.
Que das entranhas também sente!
E ninguém desmente, porque se revê
através das palavras de muita gente.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Observa tão completamente
que chega a observar a dor,
a dor que deveras sente.
E o amor? Esse não mente.
Que das entranhas também sente!
E ninguém desmente, porque se revê
através das palavras de muita gente.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Happy Birthday!
Queridos leitores e amigos da Rainha, faz hoje três anos que criei a Rainha das Insónias. Nunca pensei que chegasse até aqui. Foram anos de trabalho constante através da escrita e actualização quase diária. Mas todo esse tempo valeu a pena. Sabe por quê? Porque você está desse lado! Muito obrigada a todos pelo carinho, pelos comentários, pelas visitas e pelo incentivo para continuar.
Aproveito para dizer que apesar de hoje ser o dia de aniversário do blogue, a festa vai ser realizada no dia 5 de Abril, no próximo Sábado, na Casinha do Chá, na Costa de Caparica. Abaixo deixo o link do Evento, caso queiram aderir.
Obrigada por tudo!
Jovita Capitão.
https://www.facebook.com/events/255028094679743/
Chuva
Chove tanto, tanto, tanto...
Nunca vi chover assim!
Parece uma prece
de alguém que chora.
Parece uma tese
de uma dissertação.
Parece uma cantiga
à moda de Lisboa.
Parece uma declaração
de um apaixonado coração.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Nunca vi chover assim!
Parece uma prece
de alguém que chora.
Parece uma tese
de uma dissertação.
Parece uma cantiga
à moda de Lisboa.
Parece uma declaração
de um apaixonado coração.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
segunda-feira, 31 de março de 2014
2º Aniversário da Gandaia - Eu estive lá!
Queridos leitores e amigos da Rainha, ontem tive a oportunidade de estar presente neste Evento único e formidável. Foi comemorado o 2º Aniversário da Associação Cultural da Gandaia, no auditório da costa de Caparica, com a presença de ilustres deputados, artistas, sócios e amigos. Foi uma noite excelente que me deixou a sonhar com os olhos bem abertos. E lá se foi uma noite de sono por uma boa causa pois, este tipo de coisas desenvolve a minha inspiração, de modo que não consigo dormir. Em vez disso apetece-me escrever.
domingo, 30 de março de 2014
A Casinha do Chá merece um poema!
Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje passei pela casinha do chá para acertar os pormenores da festa da Rainha das Insónias. Aproveitei para tomar um chá verde delicioso e escolhi um bolo de cenoura e chocolate. Entretanto, lembrei-me de fazer um poema relativamente a isto. Ora aqui vai! Espero que gostem.
Na casinha do chá
todos são bem recebidos.
Há bolos para todos
e os chás são bem servidos.
O ambiente é acolhedor,
repleto de mesas enfeitadas.
Toalhas rosa bordadas
e doces feitos com amor.
Servem-se chávenas de chá
desde os mais simples, às tisanas.
Onde quer que eu vá
não encontro lugar assim.
Descobri este lugar
numa tarde bem fria.
Entrei sem conhecer.
Pensei que era uma pastelaria.
Descobri afinal, que o conceito
de pastelaria não tem nada.
Tem maravilhosos doces e bolos.
Crepes, tartes e sumos.
Tem doces para barrar
e Scones para provar.
Fiquei deveras encantada!
Sei que vou lá voltar!
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Madrugada fria.
Hoje troquei as habituais insónias
pela vontade de me levantar cedo.
Vim para Lisboa para ver o sol.
No entanto, por mais que procurasse,
não encontrei um pouco que restasse.
Talvez mais tarde tenha mais sorte.
Está um frio de rachar
nem os casacos agasalham.
Nesta madrugada fria
ficaram os ventos que restavam.
Gelada, fiz-me forte
e aguentei o mais que pude
na estação de entre-campos
entretive-me a escrever.
Ai quem me dera ver o sol.
Vê-lo dar-me-ia muito prazer.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
pela vontade de me levantar cedo.
Vim para Lisboa para ver o sol.
No entanto, por mais que procurasse,
não encontrei um pouco que restasse.
Talvez mais tarde tenha mais sorte.
Está um frio de rachar
nem os casacos agasalham.
Nesta madrugada fria
ficaram os ventos que restavam.
Gelada, fiz-me forte
e aguentei o mais que pude
na estação de entre-campos
entretive-me a escrever.
Ai quem me dera ver o sol.
Vê-lo dar-me-ia muito prazer.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Um banho diferente.
Olhei pela janela do meu quarto
e vislumbrei densas nuvens
não me apercebi do aparato
que se formava no céu.
Estava mais frio, é verdade.
E o sol aparecia tímido
mas daí a haver tempestade...
Pensava eu que era normal.
Preparei-me para sair.
O sol desaparecera
mas eu nem percebi
que o céu escurecera.
Atrevida, saí à rua
sem saber o que esperar.
Foi então que uma tempestade
despontou logo no ar.
Apanhei uma carga de água
mesmo antes de chegar a Lisboa.
Mas que chuva danada!
Tomei um banho na rua.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
e vislumbrei densas nuvens
não me apercebi do aparato
que se formava no céu.
Estava mais frio, é verdade.
E o sol aparecia tímido
mas daí a haver tempestade...
Pensava eu que era normal.
Preparei-me para sair.
O sol desaparecera
mas eu nem percebi
que o céu escurecera.
Atrevida, saí à rua
sem saber o que esperar.
Foi então que uma tempestade
despontou logo no ar.
Apanhei uma carga de água
mesmo antes de chegar a Lisboa.
Mas que chuva danada!
Tomei um banho na rua.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
terça-feira, 25 de março de 2014
A Tela de Margarida
Queridos leitores e amigos da Rainha, quero partilhar convosco este momento de arte que me enternece a alma.
A minha amiga e Pintora Margarida Castro partilhou a sua foto no Facebook e eu não resisti a pedir-lhe permissão para publicar aqui no blogue. Ideia aceite, fiz as honras da casa e aqui está. O que acham do resultado? Digam de vossa justiça!
Para reflectir...
Encontro-me algures por aí para me encontrar. As respostas que eu procuro sei que só as encontro dentro de mim. Mas até as descobrir tenho uma longa caminhada para fazer. Nunca sabemos quando é que os ventos vão mudar. E nunca estamos verdadeiramente preparados para a mudança. Só nos apercebemos disso quando estamos no limite de alguma situação menos agradável. Situação essa que aos poucos vai moendo a nossa paciência, até que descobrimos por fim aquilo que temos de fazer. Trata-se de uma jornada, nada fácil de fazer. O medo da mudança costuma estar presente das mais diversas maneiras e por essa razão, nem sempre vemos o que é demasiado óbvio. Aprendemos com os erros dos outros, mas também com os nossos. Aliás, estes últimos é que sustentam uma vontade inata de mudança. Porque nos tocam, porque sentimos na pele, porque nos afectam directamente. Mas, para que demos a volta à situação que nos incomoda, temos de esvaziar a "chávena". Li num outro dia algo que me deixou a pensar. Acho que é bastante útil para quem está num impasse da vida.
" Um Professor de filosofia foi ter com um Mestre zen e fez-lhe perguntas sobre Deus, o nirvana, meditação e muitas outras coisas. O Mestre ouviu-o em silêncio e depois disse:
- Pareces cansado. Escalaste esta alta montanha, vieste de um lugar longínquo. Deixa-me primeiro servir-te uma chávena de chá.
O Mestre fez o chá. Fervilhando de perguntas, o professor esperou. Quando o Mestre serviu o chá encheu a chávena do seu visitante e continuou a enche-la. A chávena transbordou e o chá começou a cair do pires até que o seu visitante gritou:
- Pára. Não vês que o pires está cheio?
- É exactamente assim que te encontras. A tua mente está tão cheia de perguntas que mesmo que eu responda não tens nenhum espaço para a resposta. Sai, esvazia a chávena e depois volta."
A vida é uma farsa - Poema reflexivo.
A vida é uma farsa.
Já dizia o Poeta.
E quem muito se massa,
depressa se enlaça
numa vida de treta.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Nunca te Distraias da Vida - Manuel Forjaz
Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje passei pela Bertrand do Campo Pequeno e encontrei este livro. "Nunca te Distraias da vida" é um livro simplesmente fantástico!
O autor, Manuel Forjaz, fala sobre a sua doença que quase lhe custou a vida. No entanto, a sua força e a sua coragem são determinantes para que a doença seja colocada em segundo plano. Nascido em Moçambique, Manuel Forjaz teve várias profissões. Foi Economista na Universidade Católica Portuguesa, trabalhou na área de Marketing da Empresa Lever, foi Director-Geral da Bertrand e CEO da Medipress, foi Empresário na oferta de serviços de cliente mistério, fez parte da associação Nacional de Empresários e esteve ligado ao empreendedorismo nessa mesma área. Em 2010 foi-lhe detectado um nódulo cancerígeno no pulmão e luta contra a doença desde essa altura.
O que eu quero destacar neste livro não são as dificuldades e a tristeza que envolve esta desagradável situação. Mas sim, a forma como Manuel lida com isso. Manuel é uma pessoa naturalmente positiva. E isso, é meio caminho andado para conseguir vencer a doença. Esta é uma história de coragem e inspiração para todas as pessoas que estão desanimadas com a sua vida. Que estão depressivas com as dificuldades que têm. Este livro transmite uma sensação de esperança para aqueles que sofrem de alguma maneira, principalmente para aqueles que sofrem por questões de saúde.
" Sei que tenho um Cancro e que um dia me vai vencer. Mas esse dia ainda não chegou e até lá tenciono continuar a aproveitar cada momento. Tive várias derrotas na minha vida, mas de todas as vezes caí de pé. É preciso nunca deixar de viver. A minha vida continua e continuarei a vive-la, todos os dias, sem nunca me distrair."
Palavras de Manuel Forjaz.
Já li um pouco do livro e tenho a certeza que rapidamente chegarei ao fim, com a certeza de que valeu a pena compra-lo. Recomendo!
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