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sábado, 31 de janeiro de 2015

Amor de chuva

Lá fora o vento uiva
como um lobo enfurecido.
Ameaça transformar o espaço
num sorteio de umbigo.

A chuva é sua aliada
nesta dança suprema.
Parece conto de fada.
Talvez melhor do que Cinema.

É real.
Numa dança sensual
a chuva faz o seu papel.

E num gesto teatral
pendura o seu avental
num beiral qualquer.

Quem ousa desafia-la?
Não tento, nem por nada!
Prefiro como espectadora
assistir à demandada.

Pois ainda hoje
por descuido
ela me deixou encharcada.

E o vento
levou-me o chapéu,
pensando que era um véu.
Decidido, entregou à sua amada.

A chuva aceitou.
O vento a beijou.
E percorreram a estrada
como se não se passasse nada.

Mas quem os chama à razão?
Nem vale a pena dizer nada.
Amanhã já nem se lembram
daquilo que fizeram de madrugada!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

2 comentários:

Ana Pinheiro disse...

Que fofo! Achei lindo esse poema <3
Bjs
Se quiser fazer uma visita no meu blog, vou ficar feliz :)
http://chuvacobertaelivros.blogspot.com.br/2015/01/serie-jovens-escritores_31.html

Jovita Capitão disse...

Olá Ana Pinheiro. Muito obrigada pela visita e pelo comentário. Vou visitar o teu blogue, sim! Faço questão! ;) Beijinhos