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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

São Rosas, meu Senhor!



São rosas!
Disse a Rainha.
Pois, não queria que o Rei
descobrisse no seu regaço
frescos pedaços de pão
que serviriam para o regalo
daqueles que sofriam
e que mal dormiam
para enfrentar o chão.
Pois, não tinham colchão.
Nem uma simples cama macia.

São Rosas?
Perguntou o Rei.
Desconfiado que já andava.
Enfrentou um vendaval
para mandar à fava
todo aquele mulheral
que lhe andava no encalço
mas que não lhe tiravam pedaço.
Que teria a Rainha afinal?

São Rosas meu Senhor!
Repetiu a Rainha
enquanto deixou cair o que tinha
dentro do vestido engomado.
O fresco pão que trazia
converteu-se em Rosas
que caíram por todo o lado.
e o Rei desfez-se em prosas
e em alegre poesia
ao ver que a Rainha
afinal não o tinha enganado.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

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