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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O exército das Formigas

No exército das formigas
não há espaço para a desordem,
dão as mãos muito unidas
enquanto esperam nova ordem.

A formiga chefe, menos em forma
não as pode acompanhar
pois delicia-se com um morango
que noutro dia mandou apanhar.

Pobre exército de formigas
tão magrinhas que dá dó.
A chefe come as grainhas
e as outras apenas pó.

-Está na hora da revolta!
Diz a formiga mais pequena.
Em sentido, dá meia-volta
e resolve o problema.

Dito isto, as outras a seguem,
e esta toma a liderança.
Enquanto a chefe se delicia
Esquecendo a balança.

Quando a comida acaba,
assustada chama as outras.
Mas o espaço vazio esmaga.
E o silêncio a vida apaga.

Onde estaria o exército?

As formigas esfomeadas
por tantos anos sem comer
regalaram-se no olival
até a barriga doer.

Quando a chefe viu tal aparato
Nem teve pernas para correr.
Pois uma bela barriga
prendia os pés da formiga.
Quem a mandou tanto comer?

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

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