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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O último Eça - de Miguel Real



Queridos leitores e amigos da Rainha, apresento-vos o " Último Eça", um livro de Miguel Real. Descobri este exemplar numa feira do livro por apenas 3€. Isso mesmo! Um verdadeiro achado. Esta relíquia estava escondida entre outras quantas e chamou-me a atenção por duas razões muito específicas. Primeiro porque sempre me atraíram os grandes Clássicos da Literatura Portuguesa. Segundo, a importância que esta obra têm é definitivamente o seu conteúdo.

Na contracapa podemos ler o seguinte: 

"Portugal que hoje conhecemos é o mesmo que Eça viveu nas décadas de 80 e 90 do século XIX: As instituições como a Justiça, a Educação e a Saúde estão bloqueadas ou são ineficazes, temos uma classe política medíocre, um empresariado especulativo, elites que visam a fama sem o suor do trabalho, um povo que rasteja em Fátima ou ulula em estádios de Futebol. Ler Eça hoje é, por isso, extremamente actual, para além de nos ajudar a suportar a farsa que Portugal se foi tornando, contrariando as promessas da democracia. Mas a verdade é que a generalidade dos críticos classifica o Eça dos últimos anos como um burguês resignado, acomodado e passivo, do que Miguel Real discorda em absoluto. Contrariando assim as teses do Estado Novo e de estudiosos tão diferentes como António Sérgio, Jaime Cortesão ou António José Saraiva, o autor de o Último Eça substitui os adjectivos «resignado», «vencido da vida» ou «passivo» por «humanista», «empenhado», «profundamente sensível e consciente», oferecendo uma visão humanista revolucionária dos últimos anos da vida do grande Escritor Português e sugerindo uma nova periodização e classificação da totalidade da obra de Eça de Queirós."

Esta obra vai complementar os meus estudos Queirosianos, visto que voltei a ler os Maias. É um complemento preciosíssimo. Recomendo!

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