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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pontos de vista

A vida é como um livro. Nasce numa pequena ideia, desenvolve-se através de uma palavra. Por sua vez a palavra transforma-se em frase e de repente a frase ganha outro sentido porque a pessoa em questão cresceu e mudou de ponto de vista. 

Esta sou eu. As ondas vêm e vão para cá e para lá e eu embarco em cada aventura com a esperança que a esperança me leve para um lugar melhor. Uma vez desiludida com a situação, sigo um outro caminho.

Já não sou aquela menina que escrevia diários ou poemas trancada no quarto, cujos sonhos imperavam a cada manhã ou a cada noite. Já não sou ingénua ao ponto de pensar que o mundo é cor-de-rosa e que nada de mal me acontecerá. 

Cresci. Sou a mesma, mas com pensamentos muito diferentes. Já conheço a dor, a tristeza, a esperança e a felicidade. Já reconheço o valor de uma sincera amizade ou de um amor arrebatador.
Mas a história agora é outra.

Aos trinta anos dou-me conta de que o sonho apesar de intocável do ponto de vista infantil da minha cabeça, pode ser corrompido pela maldade alheia a qualquer momento. Este, é motivo suficiente para atentar naquilo que acontece à minha volta com a devida atenção.

Hoje, deu-me para isto. Precisei reflectir e desabafar sobre coisas que me incomodam, sem que com isso tivesse de revelar pormenores daquilo que não gosto. Apenas sei que estou por minha conta e risco nesta vida e que grande parte da população que existe no planeta terra não chega aos calcanhares dos aliens das histórias infantis que li em pequena.

Quem me dera que essas histórias, que fizeram as delícias do meu imaginário, prosseguissem da mesma forma agora que já sou adulta. Serviriam, pois, para adoçar o meu coração em vez de deixa-lo mais endurecido. 

Neste desabafo de última hora, penso apenas que a melhor forma de não me desiludir com as pessoas é fazer aquilo que me der na telha. Para quê esperar tanto dos outros? Acho que aprendi a lição. 


2 comentários:

crazy40blog disse...

As expetativas que criamos, na maioria dos casos, não são preenchidas e a desilusão chega mais cedo ou mais tarde.
O importante é saber onde queremos ir com o próximo passo que damos e continuar sempre a sonhar...

Abraço!

Dulce

Jovita Capitão disse...

É verdade Dulce!

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