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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Febre

Sinto uma febre que me impele a escrever.
Sinto que algo preciso falar.
Algo cá dentro que se faz notar.
Sei que algo merece viver.

Começo a criar num acto desesperado.
As letras se desmancham a cada enquadro...
Mas eu não desisto e vou no encalço
mesmo com um aparente cansaço.

Nada me vai impedir de escrever.
Nada me indica que eu vou perder.
Por esse motivo quero continuar.
A minha história continuarei a escrever.

Esta vontade louca de escrever,
sinto-a cá dentro. Pareço ferver.
Quero falar o que trago na alma
num anseio de ficar mais calma.

Tudo na vida tem um por quê
Se eu escrevo, há uma razão.
Continuarei a escrever qual vulcão
Nem que seja só para quem lê.

É de louvar, quem não desiste dos sonhos
É de elogiar quem tropeça, mas se levanta.
Num momento de ruptura há sempre esperança.
Vamos acreditar que há tempos melhores.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

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