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sábado, 13 de dezembro de 2014

A arte de parir um poema

Como será que nasce um poema?
Esta é sem dúvida uma óptima questão.
Embora muitos pensem que é fácil
eu vou explicar por que não.

Antes de nascer
o poema tem de ser gerado
no ventre, que é a mente
de algum apaixonado.

Esse mesmo apaixonado
pela arte que é a vida
desenvolve um sentimento
e fica em ponto rebuçado
para lhe deitar a semente.

Senta-se em qualquer lado
com um papel na mão
e depois de horas sentado
rabisca o refrão.

Muitas vezes deita fora
porque não lhe parece bem.
Aquilo que lhe sai
não é o que lhe convém.

Outras vezes deixa-se ir
pela emoção do momento
e pode formar-se um novo ser
a qualquer momento.

As palavras dão forma
àquilo que o sentimento transparece.
Mas o parto, nem sempre
é aquilo que parece.

Por vezes custa a sair
aquilo que queremos transmitir.
Mas o esforço recompensa
depois do reconhecimento aparecer.

Parir um poema
é pois, uma arte.
Ou está no sangue
ou sai disparate.

Mas também é possível aprender.
Se existir vontade,
O resto, com o tempo, vai aparecer.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

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