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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Temporal

Cai a chuva
do lado de fora,
tão ferozmente
como criança que chora.

O vento perdura
soltando assobios,
anunciando a chegada
de dias mais frios.

Um relâmpago ilumina
a minha janela
onde eu, encolhida,
olho através dela.

Três segundos depois
ouço o ribombar
daqueles trovões
que nos fazem assustar.

Abranda a chuva,
ouve-se apenas o pingar
na clareira do telhado.
E o silêncio corta o ar.

Novo relâmpago,
novo trovão.
E eu volto para a cama
envolvendo-me no edredão.

Continua o temporal
e a chuva volta em força,
com tanto barulho e lamaçal
duvido que ninguém ouça.

Fecho os olhos
e sinto-me a balançar,
neste espectáculo de luzes
sempre prestes a recomeçar.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

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