Mais uma noite de pura insónia.
Queria tanto dormir cedo hoje!
O que, de facto, me impediu?
Os meus pensamentos.
Não fui capaz de os controlar.
Apoderam-se de mim, quais ventos.
E minha mente obrigou-me a acordar.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
terça-feira, 2 de maio de 2017
domingo, 30 de abril de 2017
Estudo do código - Desabafo
Passei o dia a estudar
que nem uma louca
para o exame de código.
Mas a bem dizer
a matéria não é pouca.
Faço das tripas, coração
para perceber
se um carrinho de mão
tem, de passagem, ceder.
Entre sinais que não acabam mais,
cabe-me a mim pôr fim
ao estudo sofrido.
Mas só depois de passar
é que posso dar por concluído
este linguajar por muitos incompreendido
que me está a massacrar
no fim do dia, de um Domingo.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Sem limites - Uma sugestão de um leitor.
Não deixes que o teu olhar
seja o limite do teu horizonte...
Mais vale aprenderes a esperar,...
que teres um limite que te amedronte.
A vida é uma caminhada
que vale a pena fazer.
Mas tens de fazer-te à estrada.
Não há nada que te possa deter.
Navega por mares infinitos
como no tempo dos descobrimentos.
Descobre quem tu realmente és
através dos teus sentimentos.
Junto ao Tejo sente a magia de uma Nau.
Lembra-te do sonho, da Caravela...
Lisboa é a terra do bacalhau,
da sardinha, do barco à vela.
Não deixes que o teu olhar
seja o limite do teu horizonte.
Tenho uma história para te contar.
Talvez um dia, eu te conte...
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
que vale a pena fazer.
Mas tens de fazer-te à estrada.
Não há nada que te possa deter.
Navega por mares infinitos
como no tempo dos descobrimentos.
Descobre quem tu realmente és
através dos teus sentimentos.
Junto ao Tejo sente a magia de uma Nau.
Lembra-te do sonho, da Caravela...
Lisboa é a terra do bacalhau,
da sardinha, do barco à vela.
Não deixes que o teu olhar
seja o limite do teu horizonte.
Tenho uma história para te contar.
Talvez um dia, eu te conte...
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quinta-feira, 27 de abril de 2017
Outra vida, outro lar.
Existe uma guerra
que eu não quero alimentar.
Se for para entrar nela
sei que me vou irritar.
Preciso ficar longe
pois poderá trazer ruína.
Prefiro, pois
ficar bem quietinha.
Vou esperar a ventania passar.
Enquanto isso outros voos vou voar.
Não quero deixar a vida passar
sem sequer tentar outra vida, outro lar.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
que eu não quero alimentar.
Se for para entrar nela
sei que me vou irritar.
Preciso ficar longe
pois poderá trazer ruína.
Prefiro, pois
ficar bem quietinha.
Vou esperar a ventania passar.
Enquanto isso outros voos vou voar.
Não quero deixar a vida passar
sem sequer tentar outra vida, outro lar.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Miqueias, o Adamastor.
![]() |
| Fotografia do próprio Miqueias Lima, um grande amigo que vive no Brasil. |
Junto à Torre de Belém,
um jovem Adamastor
estava escondido.
Espreitava por trás da Torre,
mas esperava não ser visto.
Porém, soltou um rugido.
Um pescador que ali passava
pensou que da sua barriga se tratava.
Pois, estava cheio de fome.
Como não viu ninguém
nem pai, nem filho, nem mãe
pegou no telefone.
Miqueias, susteve a respiração
na esperança que ele fosse embora.
Mas foi em vão.
Durante meia hora
o nosso pescador decidiu comer.
pois, estava com uma fome de cão.
Ao mesmo tempo falava com a mulher
que lhe tinha dado um tuperware
de arroz com feijão.
Sem se conseguir conter
o nosso Adamastor, três vezes chiou.
E o pobre pescador se assustou.
Quem ousa estragar o meu almoço?
Sim, quem é você moço?
Perguntou o pescador olhando em redor.
E Miqueias Lima chiou de novo e disse:
Sou um pequeno Adamastor.
O mais novo que existe.
Estou de férias em Portugal.
Não me leve a mal.
Disse o Adamastor com um ar triste.
E o pescador mudou logo de postura.
Ofereceu-lhe o arroz que tinha sobrado.
E sentou-se ao seu lado.
Moral da História:
Nunca podemos julgar um Adamastor.
Ele pode estar sofrendo com dor.
E julgar é pecado.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
mas esperava não ser visto.
Porém, soltou um rugido.
Um pescador que ali passava
pensou que da sua barriga se tratava.
Pois, estava cheio de fome.
Como não viu ninguém
nem pai, nem filho, nem mãe
pegou no telefone.
Miqueias, susteve a respiração
na esperança que ele fosse embora.
Mas foi em vão.
Durante meia hora
o nosso pescador decidiu comer.
pois, estava com uma fome de cão.
Ao mesmo tempo falava com a mulher
que lhe tinha dado um tuperware
de arroz com feijão.
Sem se conseguir conter
o nosso Adamastor, três vezes chiou.
E o pobre pescador se assustou.
Quem ousa estragar o meu almoço?
Sim, quem é você moço?
Perguntou o pescador olhando em redor.
E Miqueias Lima chiou de novo e disse:
Sou um pequeno Adamastor.
O mais novo que existe.
Estou de férias em Portugal.
Não me leve a mal.
Disse o Adamastor com um ar triste.
E o pescador mudou logo de postura.
Ofereceu-lhe o arroz que tinha sobrado.
E sentou-se ao seu lado.
Moral da História:
Nunca podemos julgar um Adamastor.
Ele pode estar sofrendo com dor.
E julgar é pecado.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Quando alguém lê o que escrevo.
Sinto-me lisonjeada de quando em vez.
Quando vejo que alguém lê o que escrevo.
sinto uma alegria tamanha, que me enlevo .
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Quando vejo que alguém lê o que escrevo.
sinto uma alegria tamanha, que me enlevo .
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Que o dia 25 de Abril de 1974 nunca seja esquecido!
Imagina que o tempo voltava para trás. Imagina-te em 1974, a escrever apenas em papel, a escrever com medo de ser repreendido pelas tuas opiniões, imagina-te a fugir da polícia da época só porque disseste que não gostavas de alguém pertencente ao governo, imagina-te a ouvir apenas uma estação de rádio manipulada pela mídia, imagina-te a sufocar com as palavras na garganta enquanto vias e ouvias aquilo que não querias, nem concordavas. Sim, imagina-te a viver nessa época, em que as pessoas eram censuradas por serem elas mesmas, em que os livros eram criteriosamente escolhidos para que as mentes da população continuassem fechadas.
Ainda bem que vivemos no século XXI! Ainda bem que isso já não acontece no nosso País. O maior avanço não foi o tecnológico, mas sim o avanço da mente aberta, da liberdade de opinião. Felizmente já nasci numa época em que a liberdade estava a florescer. E essa liberdade permite que eu hoje diga e escreva aquilo que penso. Essa liberdade permite que eu tenha um blogue e possa escrever sobre as coisas que eu gosto sem me preocupar, sem ter medo. O sentimento de medo é o oposto do sentimento de liberdade. Com medo, não existe liberdade, porque a liberdade vem de dentro. Só somos realmente livres quando podemos expressar aquilo que sentimos.
Viva a liberdade! Que o dia 25 de Abril de 1974 nunca seja esquecido!
Liberdade - Acróstico
Livres somos de decidir o que fazer,
Independentemente daquilo que nos dizem.
Bons ou maus conselhos que nos dão,
Eles não têm qualquer influência sobre nós.
Realmente às vezes deixamos-nos levar.
Depois voltamos ao estado normal.
Acreditamos que o coração é que nos guia.
Diferentes somos da grande maioria.
Empreendemos constantemente.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Independentemente daquilo que nos dizem.
Bons ou maus conselhos que nos dão,
Eles não têm qualquer influência sobre nós.
Realmente às vezes deixamos-nos levar.
Depois voltamos ao estado normal.
Acreditamos que o coração é que nos guia.
Diferentes somos da grande maioria.
Empreendemos constantemente.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
O Barco Rabelo e o Miúdo curioso - Sugestão de um Leitor
Rio Douro, rio Douro,
onde escondeste o ouro?
Escondi-o numas pipas.
Espreita! Não acreditas?
Rio Douro, rio Douro,
por que me olhas assim?
Porque és deveras curioso.
O que queres tu de mim?
Rio Douro, rio Douro,
ainda não me contaste!
Ao que o Rio respondeu:
Ainda não te calaste...
Nas serenas águas do Douro
deslizava um pequeno Rabelo.
Desde as margens, até à ponte,
toda a gente queria vê-lo.
A carga que transportava
já não era novidade.
Mas mesmo assim, quem passava
não disfarçava a curiosidade.
O famoso Vinho do Porto
era o seu conteúdo.
Ficou assim a saber
o curioso miúdo.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
A Porta - Sugestão de um Leitor
Não conheço esta porta,
Pois nunca aqui antes estive.
Nunca reparei se ela é torta....
Nem sei quem é que aqui vive.
Não conheço esta porta.
Tem um ar desleixado
Está em muito mau estado.
Mas isso não importa.
E se eu batesse à porta?
Quem estará do outro lado?
Será uma velhinha encurvada?
Ou um Guerreiro armado?
E se eu batesse à porta?
Quem me viria atender?
Será que o dono da casa
Me iria receber?
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Dia Mundial do Livro e de todos os Autores, Escritores e Afins
Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje senti-me especialmente feliz porque se comemorou o dia Mundial do Livro, do Escritor e dos meus direitos enquanto Autora. Andei inspirada durante todo o dia e escrevi entre outras coisas, dois poemas que merecem todo o destaque aqui no blogue porque foram sugeridos por um atento leitor. O Rafael, deu-me duas imagens que me inspiraram profundamente. A primeira, de uma porta, a segunda de uma embarcação. Falarei destes dois poemas a seguir. Entretanto passei pela Bertrand, uma das minhas livrarias preferidas e só saí de lá duas horas depois de me embrenhar na leitura de alguns livros que me despertaram curiosidade. Um dos quais, veio comigo de caminho para casa. Falarei dele mais tarde também, aqui no blogue. Foi um dia que correu particularmente bem, já que me permitiu sonhar outra vez.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
O acidente das motas
Estava eu a passar na rua
quando presenciei um acidente.
Duas motas chocaram
mas o choque não foi de frente.
A distância entre as duas
era, pois, insuficiente.
Quando o sinal fechou
a detrás partiu um dente.
Sim, partiu um dente!
Ou até mais do que um.
A senhora foi ao chão
e gerou-se um trinta e um.
Ela chorava já de pé.
Queria que a da frente pagasse.
Esperaram que a polícia chegasse.
Mas a culpa tinha sido dela.
E assim se estraga uma mota.
E se vai parar ao chão.
Devia ter deixado uma distância de segurança.
Não foi isto que aprendeu nas aulas de condução?
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quando presenciei um acidente.
Duas motas chocaram
mas o choque não foi de frente.
A distância entre as duas
era, pois, insuficiente.
Quando o sinal fechou
a detrás partiu um dente.
Sim, partiu um dente!
Ou até mais do que um.
A senhora foi ao chão
e gerou-se um trinta e um.
Ela chorava já de pé.
Queria que a da frente pagasse.
Esperaram que a polícia chegasse.
Mas a culpa tinha sido dela.
E assim se estraga uma mota.
E se vai parar ao chão.
Devia ter deixado uma distância de segurança.
Não foi isto que aprendeu nas aulas de condução?
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Qual a idade certa para tirar a Carta de Condução?
Queridos leitores e amigos da Rainha, para quem não sabe, encontro-me a tirar a carta de condução.
Durante muitos anos não quis tirar a carta. Achava que não precisava e que era uma perda de tempo e de energia porque não tinha o mínimo interesse de o fazer. Hoje em dia, já não penso da mesma forma. Ter a carta de condução vai abrir-me portas para outras possibilidades profissionais e ao mesmo tempo vai dar-me a liberdade e a autonomia que eu procuro no momento presente.
Gostava de saber, por curiosidade, qual a melhor idade para se tirar a carta? Há quem diga que é aos 18 anos porque temos mais capacidade de aprendizagem, mais reflexos, etc... mas também existem pessoas que são apologistas de tirar a carta mais tarde porque o senso responsabilidade é diferente e por vezes trata-se de uma questão de necessidade do próprio. Dá-me a tua opinião!
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