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sexta-feira, 14 de maio de 2021

Vida breve

A vida é breve.
Todos sabemos.
Mas não aceitamos
Não. Não podemos.

Não, quando ainda não dissemos
tudo o que queríamos.
Não, quando ainda não fizemos
o que era suposto fazer.
Não, quando ainda existem abraços por dar.
Não. Não podemos.
Não podemos aceitar. 

Todavia, continuamos as nossas vidas.
Porém, saudosamente sentidas.

Jovita Capitão, Rainha das insónias.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Inquietude

Sinto uma inquietude dentro de mim
que borbulha numa espiral mediterrânea.
Algo de diferente, acredito eu,
nasce de forma espontânea.

Dentro da minha breve existência 
sinto que já tive várias vidas.
E em todas elas era eu
a protagonista das cenas vividas.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

Regras - Acróstico

Regras há que fazem todo o sentido.
Elas protegem-nos dos perigos.
Graças a elas podemos viver
Respeitando e sendo respeitados.
Assim devia sempre ser.
Sobrevivendo a perigos embrulhados.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Andorinhas - de Ana Moura


Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje quero partilhar convosco o último trabalho de Ana Moura que é um completo hino à liberdade. Espero que gostem tanto como eu. :)

"As Andorinhas é que são Rainhas a voar as linhas da Liberdade." Simplesmente, lindo!!!!

domingo, 2 de maio de 2021

Salada fria de atum e ovo cozido

 


Queridos leitores, conhecem aquela sensação de não saber o que cozinhar a um Domingo? Ora aqui têm uma sugestão: salada fria de atum e ovo cozido. Claro que podem acrescentar mais coisas à salada, que foi o que realmente fiz, para render mais.

Primeiro cozi 6 batatas, 4 cenouras, 4 folhas de couve e 3 ovos. Depois abri 2 latas de atum que escorri muito bem. De seguida, juntei tudo e coloquei numa travessa. 

Uma receita fácil e muito prática para um dia em que reina a preguiça de cozinhar. 

Mãe - Acróstico

Mas que saudades que eu tenho!...
As nossas ricas conversas!
E outras coisas.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sábado, 1 de maio de 2021

Folhado de salsicha com salada




Queridos leitores e amigos, para não dizerem que só faço doces, hoje trago-vos uma ideia um pouco diferente. Fiz uns folhados de salsicha de comer e chorar por mais, acompanhados por uma salada simples de alface, tomate e cebola roxa. 

Ingredientes para o folhado:
1 frasco de Salsichas (utilizei salsichas de frango e de peru);
2 embalagens de massa folhada (cada uma dá para fazer 4 folhados);
1 embalagem de queijo ralado;
1 embalagem de polpa de tomate;
Orégãos q.b.;
1 ovo batido;
Papel vegetal.

Preparação:
Pré-aquecer o forno nos 180º.
Abrir a massa e cortar em 4 retângulos iguais (para fazer 8 folhados utilizam-se as duas massas).
Colocar um pouco de polpa de tomate no centro, cima coloca-se a salsicha e o queijo ralado.
Enrola-se tudo muito bem e dispõe-se sobre um tabuleiro previamente forrado com papel vegetal.
Pincelam-se os folhados com o ovo e polvilha-se com orégãos. 
Leva-se o tabuleiro ao forno por 20 minutos ou até os folhados estarem dourados. 

Quando os folhados estiverem prontos, acompanhem com uma salada e um bom vinho. 😋

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Mini-tartelete de maçã com massa folhada

 



Queridos leitores, após uns dias de pausa aqui do blogue, eis que me deu na telha uma vontade súbita de experimentar coisas novas na cozinha.

Aproveitei um pouco de massa folhada que me tinha sobrado de outra receita e criei umas mini-tarteletes de maçã. Não sei se lhes posso realmente chamar assim (não parecem tartes), mas foi o nome que achei mais apropriado. 

O primeiro passo foi estender a massa e cortar pequenos círculos com a ajuda de um copo. Nove círculos depois fiz quatro montinhos de massa de 3 círculos cada um. Em seguida cortei uma maçã e cobri o topo de cada montinho com 2 gomos polvilhando-os com canela. Por fim, levei os montinhos ao forno por 20 minutos por 180º.

Entretanto, com o resto da maçã fiz uma calda. Numa panela coloquei as maçãs, 2 colheres de sopa de açúcar amarelo, 1/2 copo de água e vinho do porto. Deixei ferver, deixei arrefecer e quando retirei as tarteletes do forno coloquei a calda por cima e os restantes gomos de maçã. 

Quem nunca se aventurou a experimentar novas receitas que se acuse! 😋

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Perdida

Inóspito.

Sombrio.

Lugar ermo,

vazio.

O nada,

no todo.

O lodo.

A fraga.

Sentada,

abismada,

cansada,

sofrida.

Mais nada.

Perdida.

Com fome,

sem vida.

domingo, 25 de abril de 2021

Liberdade

Que esta liberdade que nos falta, faça acordar a malta para uma vida de doação mais verdadeira, aquela que vem do coração. A derradeira libertação da solidão.

sábado, 24 de abril de 2021

Valorização da Cultura - Reflexão

Nasci em 1985, mas podia muito bem ter nascido 10 anos antes que seria exactamente como sou hoje. Aprendi a valorizar a liberdade como ninguém e desde criança aprendi a valorizar a cultura do nosso País. Era muito pequenina quando assisti a todos os filmes a preto e branco das cassetes de vídeo que o meu pai guardava religiosamente na estante da sala. Ouvia Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, entre outros artistas. Emociono-me cada vez que os ouço. Chamem-me antiquada que eu não me importo. Aprecio o que é antigo, mas também vibro com o novo. Estou no meio de duas gerações tão diferentes, que consigo compreender o passado e o presente. 

Dia Mundial do Livro

Os livros, sempre foram importantes para mim. Desde pequena que me habituei a ler e penso que isso também estimulou a minha capacidade de escrever. 

Ao longo do tempo fui mudando a minha forma de ler. Quando criança li contos (Colecção Formiguinha; A inaudita guerra da avenida Gago Coutinho), muitas histórias de aventuras ( Os cinco; Uma Aventura; A cidade das sombras), livros clássicos (O príncipe do México; Os Maias; Manhã Submersa; O Principezinho; Fernão Capelo Gaivota) , poesia (Obra Poética, de Manuel da Fonseca; A Mensagem, de Fernando Pessoa), revistas literárias (Caminho Clube Fantástico) e muitas outras coisas que já não me recordo. Sei que devorei cada palavra no silêncio da noite, no meu quarto. Na adolescência, os livros andavam sempre comigo para onde quer que fosse. 

Na fase adulta, almejei ainda mais. Assim que me foi possível comecei a ir atrás de alguns escritores para conhecer o seu trabalho e aprender como podia também tornar-me escritora. Eu já escrevia muito, mas queria saber mais sobre este mundo. Passei a assistir a apresentações de livros que me interessavam e de autores que ia conhecendo no facebook. Alguns deles tornaram-se meus amigos, a saber: Fernando Alagoa, Anabela Texugo, Miguel Almeida, António Castro, Jorge Nuno, José Carlos Moutinho ( peço perdão caso me tenha esquecido de alguém). 

Quando iniciei a minha participação nas tertúlias poéticas da Gandaia, na Costa de Caparica, conheci outros autores e poetas que entretanto também publicaram os seus livros, a saber: Ana Marques, José de Ribatua, António Tomás, entre outros. Conheci também poetas que não chegaram a publicar mas que escrevem muito bem e que deviam ser reconhecidos. De momento, ando mais adormecida em relação a esses eventos, mas espero vir a recuperar esses tempos deliciosos que me faziam sonhar e acreditar em dias melhores.

O último livro que comprei foi um livro de poesia da minha amiga Carla Veríssimo (Amálgama). Já estávamos a viver neste estado pandémico, mas ainda assim foi possível fazer uma apresentação presencial. Eu também tenho livros para publicar, mas ainda não é a hora de o fazer. Cada vez que me tento aventurar fico desiludida com o valor que me é pedido. Então, vou adiando na esperança que um dia a sorte me bata à porta. Certamente, continuarei a escrever independentemente do que vier a acontecer.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Alma nua

É em casa,
fechada no meu quarto,
que me dispo por completo
das máscaras que criei.
Fico de alma nua
sem um pingo de candura
apenas com os sonhos que sonhei.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.