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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Um motivo para sorrir


Quando a arte e a culinária se juntam o resultado só pode ser bom. Estive a fazer crepes e o último saiu assim: em forma de elefante.

Não sei se tem algum significado especial ou não, mas fiquei feliz porque apesar do caos ainda existem motivos para sorrir. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Que o dia 25 de Abril de 1974 nunca seja esquecido!

Imagina que o tempo voltava para trás. Imagina-te em 1974, a escrever apenas em papel, a escrever com medo de ser repreendido pelas tuas opiniões, imagina-te a fugir da polícia da época só porque disseste que não gostavas de alguém pertencente ao governo, imagina-te a ouvir apenas uma estação de rádio manipulada pela mídia, imagina-te a sufocar com as palavras na garganta enquanto vias e ouvias aquilo que não querias, nem concordavas. Sim, imagina-te a viver nessa época, em que as pessoas eram censuradas por serem elas mesmas, em que os livros eram criteriosamente escolhidos para que as mentes da população continuassem fechadas.

Ainda bem que vivemos no século XXI! Ainda bem que isso já não acontece no nosso País. O maior avanço não foi o tecnológico, mas sim o  avanço da mente aberta, da liberdade de opinião. Felizmente já nasci numa época em que a liberdade estava a florescer. E essa liberdade permite que eu hoje diga e escreva aquilo que penso. Essa liberdade permite que eu tenha um blogue e possa escrever sobre as coisas que eu gosto sem me preocupar, sem ter medo. O sentimento de medo é o oposto do sentimento de liberdade. Com medo, não existe liberdade, porque a liberdade vem de dentro. Só somos realmente livres quando podemos expressar aquilo que sentimos.

Viva a liberdade! Que o dia 25 de Abril de 1974 nunca seja esquecido!

sábado, 19 de março de 2016

Concerto - "Coro da Corda" - Costa de Caparica


Convido-vos a assistir a este concerto original com origem na Música Tradicional Urbana, no Auditório do Centro Comercial " O pescador" na Costa de Caparica, às 21h.

Eu vou lá estar!



domingo, 14 de dezembro de 2014

Apresentação do livro: "Enquanto dormias " - de António Portela


Queridos leitores e amigos da Rainha, no próximo dia 21 de Dezembro de 2014 às 16h haverá a apresentação do livro " Enquanto dormias" do Escritor António Portela. A apresentação terá lugar no Auditório do Centro Comercial: "O Pescador" na Costa de Caparica.

Será, sem dúvida um excelente momento cultural que envolverá poesia no seu mais alto requinte. Apareça por lá!

sábado, 13 de dezembro de 2014

Livro Amigo - Natal 2014


Queridos leitores e amigos da Rainha hoje quero falar-vos sobre um projecto gerido pelo Escritor Fernando Alagoa. 

O evento: "Livro Amigo - Natal 2014", trata-se de uma iniciativa solidária para ajudar instituições com maior carência financeira. Aliados a isso, estão os livros. Porque eles também podem alimentar a alma de muita gente. Para saber mais sobre este projecto acesse os links que indico aqui em baixo.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Um conto e Cinquenta versos - Apresentação em Lisboa

Queridos leitores e amigos da Rainha, na próxima sexta-feira, dia 12 de Dezembro de 2014, às 18,30h no Espaço Ulmeiro, Avenida do Uruguai nº13A, em Lisboa, haverá a apresentação do livro: "Um conto e cinquenta versos" de José de Ribatua. 




sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A última Tertúlia do Ano

Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje foi realizada a última tertúlia do ano 2014. Para o ano que vem haverão muitas mais, assim eu espero. Hoje apenas quero partilhar convosco estes agradáveis momentos através das próximas imagens.






quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Reconhecimento Internacional


Queridos leitores e amigos da Rainha, sinto-me lisonjeada por este certificado acabadinho de chegar do Brasil. É tão bom, quando somos reconhecidos por algo que já fazemos há muitos anos. Melhor ainda é saber que somos reconhecidos internacionalmente.

Desde criança que escrevo e há cerca de uns anos para cá, tenho investido o meu tempo na divulgação de diversos acontecimentos culturais. Faço isso por gosto. 

Este é o meio onde me sinto completamente em casa. A Escrita, a Literatura, a Arte, a Cultura, o Empreendedorismo... são temas que farão sempre parte da minha vida. 

Tenho de agradecer ao Movimento União Cultural pelo carinho e pela atenção que têm demonstrado desde que me consagrei membro do mesmo em Janeiro de 2014. 

Sei que tenho ainda mais para fazer nesta área. As ideias são imensas, por isso trabalho todos os dias nesse sentido. Gosto de procurar novas ideias em sites, em outros blogues, em revistas, em filmes, em livros... enfim. Tudo o que me der um bom motivo para aprender, já é importante.

A minha missão é esta: Enaltecer a arte e a cultura o melhor que eu puder. Divulgar e incentivar os novos talentos das mais diversas áreas, tais como Literatura, Música, Arte e Cultura, Mostrar ao mundo inteiro a minha escrita, seja ela poesia ou prosa. Sonhar e inspirar os outros a sonhar também e a lutar pelos seus sonhos. 

Eu, quando era pequenina, dizia aos adultos que um dia seria uma grande Escritora. Eles riam-se e não acreditavam. Hoje, sou muito mais do que apenas isso.

SOU Escritora, Empreendedora, Activista cultural e Conselheira Cultural a nível Internacional. Hoje, sou eu que sorrio em frente ao espelho e digo: Já sou Escritora e já sou reconhecida como tal.

Obrigada Movimento União Cultural e obrigada meus queridos leitores por continuarem desse lado. 

A Rainha é um sonho, que se tornou realidade!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Treze - de Vasco Vilhena


Quando conheci o Vasco, desconhecia todo o potencial que Este aspira. De uma forma banal tornou-se meu colega de trabalho e ofereceu-me um CD. Confesso que no início não liguei muito, mas um dia decidi que ia ouvi-lo. Ao princípio não gostei. As músicas são alternativas demais para mim, que sou fã incondicional dos clássicos. No entanto, fui convivendo com esta alma humilde, alegre, sonhador e apercebi-me que valia a pena dar mais atenção ao CD que tinha nas minhas mãos.

Certa noite de insónia, queria escrever alguma coisa, mas não estava a conseguir. Primeiro decidi ligar o rádio. Como não resultou, fui buscar o CD do Vasco. Ao ouvir, senti a música de uma forma bem diferente daquela que inicialmente tinha escutado. O que me inspirou a escrever algumas coisas bem interessantes! 

Hoje, decidi escrever sobre isto. Treze, é o CD que o vento trouxe até mim. Treze, é uma caixa de surpresas. Treze, é um misto de sentimentos. Treze é um CD que nos faz pensar no amor.Tenho várias músicas preferidas, mas uma delas é a "Pradaria de Alfazemas". Também gosto do tema: "Bloco de notas" devido à sua irreverência.

Já não consigo dissociar o CD do próprio músico. Vasco Vilhena é um fenómeno da música alternativa e está em constante crescimento a nível profissional e pessoal.

Convido todos a procurar o trabalho deste artista no respectivo site ou nas redes-sociais. Deixo aqui em baixo os links para o efeito.



quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Alecrim - O Famoso Teatro de Favaios

Queridos leitores e amigos da Rainha. Tive o primeiro contacto com o Teatro de Favaios, na Enoteca da Avessada. Decorria o ano de 2009, quando parti de Lisboa em direcção a Alijó. Nas redondezas, fica uma terra chamada Favaios, perita em vinhos e derivados. Numa concentração dos mais diversos sabores e na mistura de aromas que jamais esqueço, descobri uma Peça deste grupo de Teatro que se chamava: " Sopas de Cavalo cansado". Excelente peça, excelentes actores, excelentes momentos que passei na Quinta da Avessada num pequeno fim-de-semana, junto da minha cara-metade. 

O tempo passou, como sempre passa e voltei a vê-los (aos actores) na Costa de Caparica, por altura da apresentação do livro: " Um conto e cinquenta versos" de José de Ribatua.

A vida dá voltas e há voltas que não têm volta. Fiquei muito feliz pela estranha coincidência! Afinal de contas, a cultura persegue-me e eu a ela, sem me dar conta disso. É curioso, não é?! Achei tão interessante esta situação que achei por bem falar sobre o excelente trabalho destes actores, que trabalham juntos desde 2006.

Cristina Moreira e José Correia, fazem as honras do teatro de Favaios de uma forma fenomenal. Recomendo!!!

Seguem as próximas actuações nas seguintes datas:
Dia 8 de Novembro - Alijó - Auditório ao ar livre.
Dia 22 de Novembro - Ourense - Espanha - Jornadas Turístico Culturais Galiza/Portugal.
Dia 6 de Dezembro -  Sabrosa - Solar dos Barros.



domingo, 26 de outubro de 2014

Apresentação do livro: "Um conto e cinquenta versos" de José de Ribatua


Queridos leitores e amigos da Rainha, ontem estive na apresentação do livro de um grande amigo e escritor. Fernando Marinho nasceu em S. Mamede de Ribatua, uma aldeia situada em Alijó. José de Ribatua foi o pseudónimo escolhido pelo autor para o seu primeiro livro. Demorou anos a tentar publicar, finalmente conseguiu.

Estou muito feliz por ter tido a honra de participar neste evento, lendo um dos seus poemas e um dos meus. Apesar de inicialmente me encontrar nervosa, correu muitíssimo bem.

Abaixo deixo-vos algumas imagens deste precioso evento que jamais vou esquecer!













quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Os meus Presentes - de Mónica Cafofo

Queridos leitores e amigos da Rainha, quero apresentar-vos uma Artesã, deveras talentosa. Mónica Cafofo efectua peças únicas através das suas mãos. Já tive oportunidade de adquirir algumas peças, mas a peça pela qual me apaixonei foi um lindo colar com um mocho, que se encontra na primeira fotografia .



Abaixo deixo-vos mais algumas imagens das peças que ela faz. Se tiverem interessados em qualquer um destes produtos, contactem-me ou falem com a Mónica através da sua página no facebook.










sábado, 11 de outubro de 2014

Fui apanhada!...Na exposição de pintura do artista António Sem.


Queridos leitores e amigos da Rainha, descobri que, por ocasião da visita à Exposição do pintor António Sem, fui apanhada a contemplar uma das suas obras de arte de alguma forma hipnotizada, pelo estilo e por cada traço que resplandece na própria tela.

O fotógrafo apanhou-me desprevenida e apareço no lado direito da imagem. De camisola branca, calças verdes e cabelo comprido e solto, lá estou eu a olhar fixamente para o quadro como se fosse um caso de amor à primeira vista.

A exposição está patente no Museu Militar de Lisboa até dia 16 de Outubro. Vale a pena visitar!

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Visita ao Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo

Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje visitei o Mosteiro de Odivelas, ou seja, o Mosteiro de S. Dinis e S. Bernardo, mandado construir pelo próprio Rei D. Dinis, que, segundo a história, foi o sexto Rei de Portugal.

De estilo Gótico e Manuelino, o Mosteiro de Odivelas é imponente, visto de fora. É belíssima a combinação destes dois estilos! Esta dualidade estilística deveu-se ao Terramoto de 1755 que destruiu uma parte do Mosteiro. Logo após a catástrofe, o monumento, foi reconstruído.

Comecei por visitar a sala da Rainha Isabel de Aragão (Rainha Santa Isabel), depois passamos à cozinha cujos azulejos são interessantes, pois os motivos não se interligam entre si. 

Naquela época, quando um azulejo de cozinha se partia, era prontamente substituído por outro e nem se percebia que era outro que tomava o seu lugar. Os motivos escolhidos eram alusivos aos descobrimentos ou alusivos à vida no campo, o que é bastante compreensível, dado que o Rei D. Dinis é também conhecido como o Rei Lavrador (daí os azulejos com arados e carroças), além de que naquele tempo vivia-se na maravilhosa Era dos descobrimentos ( daí os azulejos com caravelas ou motivos da Realeza). 

Ainda na cozinha existe um sistema de canalização, demasiado avançado para a época. D. Dinis, como Rei inteligente que era, muniu todo o Mosteiro com uma rede de água potável e com uma rede de água menos interessante para ingerir. É ainda importante referir que era nesta cozinha que as freiras confeccionavam toda a doçaria, inclusive a famosa Marmelada Branca, de Odivelas.

Depois da cozinha passamos ao claustro. Um belo claustro de estilo Manuelino, visto que devido ao terramoto muito do que havia neste edifício desmoronou. O claustro, assim como a igreja, sofreram modificações. 

Outra coisa que me impressionou foi a quantidade de túmulos que existem debaixo dos pés de quem visita o Mosteiro. O chão de pedra, contém inúmeras inscrições sobre as freiras que ali viveram até ao fim dos seus dias, sendo sepultadas naquele lugar. Em silêncio caminhei sobre elas, sem proferir palavra. Quantas vidas por ali passaram! 

Também vi a sala de refeitório que também serve de sala de convívio para o instituto de Odivelas. Nesta sala, o tecto é magnífico! Este, é todo pintado com cenas da Bíblia. Seria, com certeza, o local onde as freiras tomavam as suas refeições.

A igreja, como já tinha referido tem dois estilos distintos. O estilo Gótico e o estilo Manuelino que foi construído depois. É neste espaço que está o túmulo do Rei e, como  muitos defendem, o túmulo da sua filha bastarda. É na igreja que termina a visita. O espaço é interessante. Grotesco, mas interessante e imponente. Diferente daquilo a que estamos acostumados.

Queridos leitores, abaixo deixo-vos algumas imagens desta visita. algumas das imagens ficaram escuras por causa da fraca luminosidade, mas mesmo assim decidi posta-las. Espero que gostem!














quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Exposição - Sem os Limites que o tempo impõe


Queridos leitores e amigos da Rainha. Mais uma vez tentei dormir, mas não estava a conseguir. A chuva forte que paira lá fora, num pingar quase aflitivo deixa-me alerta a cada respingar no chão do quintal. Assim, acabei por fazer o "esforço" e levantei-me com algo em mente: Escrever. Só que a inspiração não anda muito famosa nestes dias. Por isso decidi ir por outro caminho. Já que, acabei por falar com um amigo ligado às Artes, lembrei-me de falar sobre esta exposição.

O convite do meu amigo e Escritor, Fernando Alagoa, foi prontamente aceite e amanhã, estarei então, no Museu Militar de Lisboa, em frente à estação de Santa Apolónia, por volta das 18,30h.

Pode ser que a inspiração apareça por lá e me arrebate para um mundo repleto de possibilidades únicas. Assim, eu espero!

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Primeiro Festival da Marmelada Branca de Odivelas

Imagem retirada da Internet

Queridos leitores e amigos da Rainha, no próximo fim-de-semana, dias 10, 11 e 12 de Outubro, vai realizar-se o primeiro Festival da Marmelada Branca de Odivelas, junto ao Mosteiro de S. Dinis em Odivelas. A famosa Marmelada Branca é um doce único no mundo e típica deste lugar.

O Mosteiro de S. Dinis, foi mandado construir pelo Rei D. Dinis e foi erigido no ano 1295. Muitos segredos guarda este Mosteiro! Os Templários, a filha ilegítima do Rei, as modificações do edifício devido ao Terramoto de 1755, o segredo da Marmelada Branca... muitas são as lendas e as tradições há muito esquecidas que habitam este sereno lugar.

Como Portuguesa que sou, gosto bastante desta época da história. Reis e Rainhas, Príncipes e Princesas!... Ou não fosse eu também Rainha (das Insónias). Gosto especialmente do Rei D. Dinis, pela importância que teve para a Literatura e Cultura, Portuguesas. Era o Rei Trovador, o Rei Poeta. Muitas foram as Cantigas de Amor, as Cantigas de Amigo e as Cantigas de Escárnio e de mal-dizer, que ele próprio escreveu e muitos foram os livros que traduziu para um Português arcaico, bastante avançado para a época.

Não sei se é a aura de mistério que me fascina, mas a verdade é que não consigo ficar indiferente. Por isso, estarei com certeza presente neste espaço num destes dias para apreciar os doces conventuais e ao mesmo tempo viajar uns séculos atrás, através da visita ao Mosteiro.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Lançamento Mundial do livro: "Alabardas" de José Saramago


Eu estive lá. Entrei naquele Teatro com uma vontade imensa de voltar ao passado para resgatar o autor do livro. Saramago mantém viva a chama literária que ainda hoje consumo regularmente. Como costumo dizer, na minha escrita existe a influência de escritores vários, mas um sentimento maior paira apenas sobre dois. Fernando Pessoa, na Poesia; José Saramago, na Prosa.

Apesar de se apresentarem mediante diferentes registos literários, dois géneros bem distintos, têm algo em comum. Ambos têm a alma repleta de indagações que deixam transbordar cá para fora. Na escrita, mais importante do que a eloquência das palavras, é o seu conteúdo. E é no conteúdo, que poucos lhes conseguem fazer frente.

E já que falamos de fazer frente, é importante frisar a importância de se fazer frente ao estabelecido. Saramago era um homem que fazia questões. Questionava-se sobre a vida humana, os valores sociais, as nossas heranças políticas, questionava-se sobre coisas que não lembram a ninguém. Era um fenómeno, como todos sabemos. No meu entender, José Saramago tinha uma missão, um objectivo bem definido do que tinha para fazer enquanto ser humano. Essa missão, penso eu, ainda não terminou.

Mas falemos do seu mais recente e último livro, que ficou inacabado. Inacabado na história que ele queria contar, mas eterno naquilo que Este nos permitirá questionar nos dias de hoje, ou séculos mais tarde.

O livro que tenho em Mãos, trata-se de uma história ficcional mas de interesse geral. Uma dúvida bailava na cabeça do Escritor: "Porquê nunca houve uma greve numa fábrica de armamento? ". Uma excelente questão, sem dúvida. Há greve dos transportes públicos, greve das forças de segurança, greve dos sindicatos das fábricas, greves, greves, greves,... muitas até, que são desnecessárias. Mas porque motivo afinal, nunca aconteceu uma greve "numa fábrica de armamento"? Ou será que houve e ninguém soube? E, por que é mais fácil fazer guerra, do que fazer paz? Estas eram as questões que preocupavam Saramago.

No seu livro "Alabardas", José Saramago dá voz às suas dúvidas através de uma história relevante para os nossos dias. Só é pena, de facto, não ter conseguido terminar o seu raciocínio antes de falecer. Após a leitura do inacabado Romance, podemos imaginar o final que Saramago desejava. Através das suas inquietações, mesmo sem poder terminar a história, podemos saber a resposta.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Agenda Cultural da Semana

Queridos leitores e amigos da Rainha, esta semana é rica em eventos culturais.Farei todos os possíveis para estar presente.

No dia 1 de Outubro de 2014 festeja-se o dia Mundial da Música, por isso haverão diversas actividades ligadas a esta arte no Museu da Música, em Lisboa ( Alto dos Moinhos). O Museu estará aberto todo o dia.

Na próxima quinta-feira, dia 2 de Outubro, haverá a apresentação do livro " Alabardas" de José Saramago. Este, é o último livro do Nobel da Literatura Portuguesa, escrito pelo próprio antes de partir para um mundo desconhecido. A apresentação vai realizar-se no Teatro D. Maria II, em Lisboa (Rossio), às 18,30h.

No mesmo dia, realiza-se na Costa de Caparica às 21h, mais uma Tertúlia de Poesia, com a presença da associação cultural: Gandaia.

Para já, são estes os eventos que me interessam esta semana. Actualizarei a agenda, se entretanto aparecer mais alguma coisa interessante. Fiquem atentos! :)

sábado, 27 de setembro de 2014

"Calmas Margens" de José Carlos Moutinho - Epílogo

Queridos leitores e amigos da Rainha, a apresentação do livro " Calmas Margens" foi um sucesso! Foram momentos de reflexão sobre a escrita do Poeta José Carlos Moutinho, momentos de poesia na voz de diversas pessoas que estiveram presentes e momentos de música à viola, com interpretação de diversos poemas bem conhecidos. Quando cheguei ao local pensei que tinha chegado atrasada, mas por sorte ainda não tinha começado. Foi bom, depois de um dia de trabalho árduo, sentar-me ali entre poetas e amigos para ouvir e ler poesia. Fiquei a saber entretanto, que José Carlos Moutinho é autor de cinco obras, uma das quais a sua biografia. Em vez de trazer para casa o livro de poesia, resolvi escolher outro livro, intitulado: " Do Tejo, ao Kwanza". Achei mais interessante conhecer a história deste poeta, as suas vivências por trás da escrita. E assim foi! Vim para casa completamente arrebatada por uma enorme vontade de escrever, juntamente com uma enorme paz interior nas margens de uma imensa vida.

Deixo-vos agora, com algumas das imagens que consegui captar nesta tarde de Sábado. Espero que gostem.





terça-feira, 16 de setembro de 2014

Vinte anos de escrita, reconhecida há apenas três.

Sempre gostei de escrever. Desde pequena que vivo rodeada de livros, cadernos, canetas e todo o tipo de material de expressão plástica, como tintas e pincéis. As artes, a cultura e a literatura caminham lado a lado comigo desde que me lembro. Faz precisamente vinte anos que criei este gosto, esta paixão de vida. Durante anos vivi este sonho camuflada por outras coisas. As pessoas não me conheciam, por isso, não podiam reconhecer o meu trabalho. De vez em quando mostrava à minha família ou a alguns amigos aquilo que escrevia. Eles diziam: "Muito bem!!!" E não acontecia mais nada. Andava nos escombros de um sonho, perdida nos mares da escrita, despejava versos a torto e a direito como consolo, da minha vida anónima, porém feliz. Estreei-me nos diários, passei pela poesia, escrevi algumas aventuras que se foram perdendo no tempo. Aventuras que ninguém chegou a ler, porque as destruí achando que não valiam nada. Outras, foram parar ao lixo nem sei como. Talvez por ter o hábito de espalhar papeis pelo quarto cheios de gatafunhos. A minha mãe queria tudo arrumado e acabava por deitar fora autênticas obras de arte sem reparar nisso. Eu às vezes dava por falta, mas voltava a escrever tudo outra vez. Claro que ao escrever novamente a mesma coisa, perde-se a verdadeira essência. A história muda transformando-se numa outra coisa qualquer. Quando saí de casa aos 20 anos de idade, acabei por perder alguns manuscritos que guardava religiosamente. Tive muita pena, porque nessa altura já achava que estava perante eternas relíquias que não queria perder. Os anos passaram e a vontade de ser reconhecida por esta arte continuava a martelar-me o espírito. Até que abertas as portas das novas tecnologias atirei-me de cabeça para aquilo que viria a ser um projecto a longo prazo. Em Abril de 2011 nascia uma Rainha que não tinha sono e foi ela que me deu a ideia que se prolongou até hoje. A Rainha das Insónias têm-me dado muitas alegrias. Foi a forma que eu encontrei para mostrar a minha escrita ao mundo. Por causa dela conheci pessoas extraordinárias de talentos únicos! Além disso, a gestão diária das redes-sociais tem da mesma forma possibilitado travar conhecimento e fazer amizades com pessoas das áreas com as quais tenho maior afinidade. Há 3 anos que faço este trabalho. Não o faço por achar que vou ficar rica. Faço-o porque amo aquilo que faço. Adoro escrever, adoro ler, adoro sonhar, adoro conhecer pessoas das artes, da cultura ou da literatura. É por isso que continuarei a escrever. Porque é o meu propósito de vida. Sei que nasci para, com as minhas palavras, fazer a diferença na vida de alguém. Como todos sabem, além do meu blogue, também escrevo para outros sites e blogues, já participei em duas colectâneas de poesia e estou muitas vezes presente em eventos culturais. No entanto, por falta de recursos financeiros, ainda não foi possível editar os meus livros que estão de momento pendentes. Isso é que me deixa triste. Mas um dia eu vou conseguir! Disso não tenho a menor dúvida. Na altura certa eles sairão cá para fora e farão de mim a pessoa mais feliz deste mundo. Gosto de pensar que ainda não aconteceu porque há, de facto um tempo certo para tudo. Enquanto espero, aperfeiçoo o dom que me foi dado à nascença. Vou, com certeza, continuar a lutar por dias melhores.