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domingo, 25 de abril de 2021

Liberdade

Que esta liberdade que nos falta, faça acordar a malta para uma vida de doação mais verdadeira, aquela que vem do coração. A derradeira libertação da solidão.

sábado, 24 de abril de 2021

Valorização da Cultura - Reflexão

Nasci em 1985, mas podia muito bem ter nascido 10 anos antes que seria exactamente como sou hoje. Aprendi a valorizar a liberdade como ninguém e desde criança aprendi a valorizar a cultura do nosso País. Era muito pequenina quando assisti a todos os filmes a preto e branco das cassetes de vídeo que o meu pai guardava religiosamente na estante da sala. Ouvia Amália Rodrigues, Simone de Oliveira, Zeca Afonso, Sérgio Godinho, entre outros artistas. Emociono-me cada vez que os ouço. Chamem-me antiquada que eu não me importo. Aprecio o que é antigo, mas também vibro com o novo. Estou no meio de duas gerações tão diferentes, que consigo compreender o passado e o presente. 

Dia Mundial do Livro

Os livros, sempre foram importantes para mim. Desde pequena que me habituei a ler e penso que isso também estimulou a minha capacidade de escrever. 

Ao longo do tempo fui mudando a minha forma de ler. Quando criança li contos (Colecção Formiguinha; A inaudita guerra da avenida Gago Coutinho), muitas histórias de aventuras ( Os cinco; Uma Aventura; A cidade das sombras), livros clássicos (O príncipe do México; Os Maias; Manhã Submersa; O Principezinho; Fernão Capelo Gaivota) , poesia (Obra Poética, de Manuel da Fonseca; A Mensagem, de Fernando Pessoa), revistas literárias (Caminho Clube Fantástico) e muitas outras coisas que já não me recordo. Sei que devorei cada palavra no silêncio da noite, no meu quarto. Na adolescência, os livros andavam sempre comigo para onde quer que fosse. 

Na fase adulta, almejei ainda mais. Assim que me foi possível comecei a ir atrás de alguns escritores para conhecer o seu trabalho e aprender como podia também tornar-me escritora. Eu já escrevia muito, mas queria saber mais sobre este mundo. Passei a assistir a apresentações de livros que me interessavam e de autores que ia conhecendo no facebook. Alguns deles tornaram-se meus amigos, a saber: Fernando Alagoa, Anabela Texugo, Miguel Almeida, António Castro, Jorge Nuno, José Carlos Moutinho ( peço perdão caso me tenha esquecido de alguém). 

Quando iniciei a minha participação nas tertúlias poéticas da Gandaia, na Costa de Caparica, conheci outros autores e poetas que entretanto também publicaram os seus livros, a saber: Ana Marques, José de Ribatua, António Tomás, entre outros. Conheci também poetas que não chegaram a publicar mas que escrevem muito bem e que deviam ser reconhecidos. De momento, ando mais adormecida em relação a esses eventos, mas espero vir a recuperar esses tempos deliciosos que me faziam sonhar e acreditar em dias melhores.

O último livro que comprei foi um livro de poesia da minha amiga Carla Veríssimo (Amálgama). Já estávamos a viver neste estado pandémico, mas ainda assim foi possível fazer uma apresentação presencial. Eu também tenho livros para publicar, mas ainda não é a hora de o fazer. Cada vez que me tento aventurar fico desiludida com o valor que me é pedido. Então, vou adiando na esperança que um dia a sorte me bata à porta. Certamente, continuarei a escrever independentemente do que vier a acontecer.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Alma nua

É em casa,
fechada no meu quarto,
que me dispo por completo
das máscaras que criei.
Fico de alma nua
sem um pingo de candura
apenas com os sonhos que sonhei.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Bolo de azeite, canela e açúcar amarelo





Queridos leitores e amigos, ontem fiz um bolo interessante para acompanhar com chá: bolo de azeite e canela e açúcar amarelo. 

Para fazer este bolo utilizei 6 ovos, 1 chávena bem cheia de açúcar amarelo, 1/2 chávena de azeite, 1 chávena de farinha e uma pitada de canela.

Misturei bem todos os ingredientes, coloquei a mistura numa forma untada com azeite e levei ao forno a 180 graus durante 30 minutos. 

Experimentem fazer aí em casa. Certamente não se vão arrepender! 

segunda-feira, 19 de abril de 2021

Pés

Pés que sustentam.
Pés que caminham.
Pés que trabalham
Pés que fazem curtas
ou longas viagens.

Pés que tropeçam
Pés que doem
Pés em repouso
Pés que se recusam
a dar mais um passo.

Pés suaves
Pés ásperos
Pés enrugados
Pés traumatizados
Todos os pés desejam ser mimados.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Saudades

Aos poucos vai morrendo
mais um pouquinho de mim.
As saudades, já não as prendo.
Vão voando por aí. 

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Café misterioso

Solenemente mexi o café
e o meu pensamento ficou estagnado.
Naquele lugar permaneci.
Nem por um instante me movi.
Virei um ser petrificado.

Porém, minha mente viajou.
A alma, meu corpo deixou.
Fitava a chávena quente
apenas de corpo presente.
Parecia um mero robot.

Quando dei por mim, estranhei.
Para onde foi o café? Não sei.
Só sei que o tempo passou
e a chávena se esvaziou.
Como não terei notado?

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

O presente é provisório

Nascemos livres e inocentes.
pois ainda não conhecemos o mundo.
Ao crescermos vamos criando sementes
para construir algo no futuro.

O que não sabemos realmente
é que esse futuro é ilusório.
O futuro faz-se no presente.
E o presente é provisório.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Olá, eu sou a tua Depressão

Olá, eu sou a tua Depressão.
Baralho os teus pensamentos.
Faço-te chorar.
E que dizer dos teus sentimentos?
Não interessa comentar.

A tua vida não importa.
És uma alma meio-morta.
Sofres porque queres.
Dá aos outros o que tiveres.
Não precisas de existir.
Tu não prestas. Vai dormir!

Para quê olhar ao espelho?
Daqui a nada já estás velho.
A vida passa por ti
e já ninguém te vê.
Passas a vida no mimimi.
É óbvio que ninguém quer saber.

Olá, eu sou a tua Depressão.
Quer tu queiras ou não
estou aqui para te atormentar.
Chora, vá! Continua a chorar.
Já que ninguém te virá salvar.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

terça-feira, 13 de abril de 2021

Caminhada fundamental

Caminhada silenciosa
esta que faço
entre a cultura e a arte
que são o estandarte
de um povo.

Sendo para muitos
uma caminhada insignificante,
não a considero tal.
Pelo contrário.
Ela é fundamental!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Primeira Pessoa - Com Ruy de Carvalho


Acabei de assistir ao programa "Primeira Pessoa" apresentado pela jornalista Fátima Campos Ferreira, na RTP1. Primeira Pessoa é um programa de entrevistas feitas a diversas personalidades da sociedade Portuguesa. O convidado de hoje foi o grande actor Português Ruy de Carvalho

Através de uma simples conversa podemos conhecer o Homem por detrás da profissão. Podemos olha-lo nos olhos e entender o mundo através do seu pensamento crítico. Ruy de Carvalho é, sem dúvida, uma inspiração para mim, tanto pela sua simplicidade quanto pela sua sabedoria. 

Gosto deste tipo de programas, onde a arte e a cultura são enaltecidas. Além disso, podemos reconhecer semelhanças entre nós e os entrevistados. São pessoas como nós, mas com muito para oferecer ao mundo através das suas experiências de vida.

domingo, 11 de abril de 2021

António Variações - Opinião sobre o filme

Queridos leitores e amigos da Rainha, ontem tive oportunidade de ver um filme que retrata a história de vida do cantor e compositor Português António Joaquim Rodrigues Ribeiro, mais conhecido como António Variações. Pessoalmente, gostei do filme porque reforça a importância de se lutar por um sonho.

António era Barbeiro de profissão, mas amava a música. Desejava que as suas canções chegassem mais longe que ele. O que, de facto, conseguiu. Ainda hoje, Variações é recordado pelo seu estilo musical único. Decorria o ano 1983 quando gravou o seu primeiro álbum através dos Estúdios Valentim de Carvalho. Infelizmente faleceu cedo demais, em 1984. 

Para mim, as suas letras fazem todo o sentido. Quem nunca disse " é para amanhã", adiando algo importante que era melhor realizar hoje? E "quando a cabeça não tem juízo", já sabemos o que acontece, "o corpo é que paga."

Era um artista incompreendido na época, mas um ícone da sociedade Portuguesa. A sua influência perdura até hoje. E muitos são os músicos que replicam as suas canções, para que não caiam no esquecimento, como é o caso da "Canção do Engate" ou de "Anjo da Guarda".

E se ele não tivesse lutado para concretizar o seu sonho? Conseguem perceber o talento que se perderia? Seria uma pena que tal acontecesse. Felizmente, aconteceu o contrário e muito podemos aprender com as suas letras e com a sua história.

O filme deu ontem à noite na RTP1, mas para quem não teve oportunidade de ver, também está disponível na RTP play. Recomendo!