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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Se eu pudesse...enfiava-me num envelope

Meu coração bate forte
como um cavalo a galope.
Se eu pudesse agora,
enfiava-me num envelope
e seguia para o destinatário
entregue à minha própria sorte.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Suspiro...!

Numa silenciosa noite
ouvi um suspiro profundo
vindo do meu coração
num pulsar noturno.

Suspirei insistentemente
como se necessitasse
de algo mais importante
algo que não estivesse distante.

Tateando no escuro
procurei a esperança.
Procurei uma resposta
que me acalmasse por dentro.

Ai suspiro, profundo...!
Quem me dera que suspirando
pudesse compreender o mundo!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Espanto, alegria e reconhecimento.

Quando iniciei a minha aventura no mundo dos blogues não sabia que alcance a minha escrita iria ter. Ficava fascinada com a frequência com que certos blogues eram visitados e a interactividade que havia entre os donos dos blogues e o seu público. Quando criei a Rainha das Insónias tinha esperança que isso acontecesse também, no entanto, estava longe de imaginar que em menos de três anos chegaria às 50.946 visitas, aos 82 seguidores no blogue, aos 167 seguidores no twitter e aos 361 fãs no facebook. Já para não falar que o meu blogue é visto por pessoas de todo o mundo.

Além disso, quando escrevo um novo post nem imagino a dimensão de visualizações geradas. Há algum tempo atrás escrevi aqui sobre um livro que tive o prazer de comprar numa feira, cujo título é: "A conquista da Felicidade - O Voo da Borboleta Lilás". Hoje, tive a surpresa de receber os sinceros agradecimentos de Luciana Couto, uma das Autoras, pela partilha deste precioso livro. Só tenho de agradecer o facto de ter tantas pessoas interessadas naquilo que escrevo e que partilho neste espaço, já há muito conhecido por vós.

Muito obrigada a todos! :)

terça-feira, 26 de novembro de 2013

A lagarta muda outra vez!

Lá vai a lagarta outra vez
rastejando como pode
animalejo só e distante
que toda a gente sacode.

Lá vai a triste lagarta
que de tudo tem medo.
Vou contar-te um segredo:
Ela nem sempre foi assim.

Ela tinha tudo para ser feliz
tinha tudo para ser alguém.
Mas sem saber o que queria
deixou de haver magia.

Desencantou-se e fechou-se
no seu pequeno casulo
entoando tristes melodias
enquanto tu não aparecias.

Apareceste finalmente
e a lagarta acordou
deixou o torpor ir embora
e toda a lágrima que chorara.

E a pequena lagarta
voou em direcção à saída.
Furou as paredes do casulo
aquelas que a prenderam um dia.

Libertou-se da tristeza
e acendeu-se uma luz
de perfeita beleza
que a conduziu por fim
ao santuário da alegria,
deixando para trás a tristeza
que mal a conduzia.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Hibernei

Hibernei no outro dia,
fugindo do frio que sentia.
Ao sair da toca arrependi-me
pois, ainda estava frio e esqueci-me!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sábado, 23 de novembro de 2013

Mais uma insónia

Vi o nascer do dia. Não consegui dormir toda a noite. A história repete-se novamente. Insónias! Que mais poderia ser? Fico acordada à janela a ver a lua. E fico parada, pensativa, fascinada com a beleza da noite. Sinto-me cansada mas não arredo pé. Já tentei dormir, já tentei ler, já entulhei o estômago, já tomei chá... Nada. Não sou capaz de dormir. As ansiedades da vida e as preocupações não largam o meu cérebro assim que me deito. Assim, levanto-me para contemplar as estrelas. Lentamente vejo o nascer do dia. Os únicos ruídos provêm da chuva e do vento. Imagino como seria se a vida fosse apenas isto. Silêncio. Seria triste. Tão triste como o dia em questão. O silêncio é necessário, mas os sons são imprescindíveis para a nossa vivência sadia. Eu gosto do silêncio quando preciso de organizar as ideias, ou resolver uma situação mais complicada. Também utilizo o silêncio para escrever o que me vai na alma sem correr o risco de ser incomodada. Por vezes tento escrever nos transportes públicos. Impossível concentrar-me totalmente. É uma criança que chora, alguém que pede licença ou então os olhares curiosos das pessoas à minha volta. Impossível escrever com mil olhos postos em mim. Desisto e deixo-me levar, o resto da viagem. De repente, com tantos devaneios, acabo por me aperceber que já amanheceu completamente. Bocejo insistentemente! Começo a sentir o cansaço de uma noite inteira sem dormir. E agora? Agora vou dormir, senão logo não me aguento em pé.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Uma loba gigante



Quando a lua sai à rua
branca, redonda e brilhante
tenho medo de me transformar
numa loba gigante.
e sair para assustar
cada ser adjuvante
que esteja a passar
na rua nesse instante.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Transformar as palavras em sopros de amor

Vou transformar as palavras
em mil sopros de amor.
Vou amar-te nas entranhas
antes que amanheça.

Vou correr atrás de ti
como a lua beija a terra.
Com ternura acreditarei
que a vida não é só guerra.

O objectivo de cada ser
é espalhar a alegria e o amor.
E é isso que eu vou fazer
até o meu coração aquecer.

Vou soprar as palavras
e faze-las chegar a ti.
Vou libertar-me das amarras
que me prendem aqui.

E vou transformar as palavras
em mil sopros de amor
para que me ames também
com todo o esplendor do teu coração.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Chuva em forma de lágrima

Hoje chove
tal como os meus olhos
que de lágrimas estão cheios.
A amargura não cura
nenhum dos meus desejos.
Enlaça minhas pálpebras
deixando uma nuvem
que me turva a visão
e por dentro sinto a tristeza
neste meu grande coração.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Se eu pudesse...

Gostaria de escrever algo cativante
mas hoje, parece que não consigo.
As palavras entopem minha garganta
e não sai, nem sequer som de sino.

Gostaria de gritar o que penso
só que nem sempre é viável.
Ninguém precisa de saber
o quanto estou irritável.

Se eu pudesse...
minha voz ouvir-se-ia bem longe
talvez nos himalaias.

Quem sabe se ouviriam minhas preces...

Se ouviriam ou não, também não sei.
Mas eu ficaria aliviada deste sufoco
que teima em me perseguir .

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

A Insónia da Escritora

«Quero dormir, mas não consigo. Será indício de mais uma insónia?» - Questiono. «- Espero que não!»
A escritora levanta-se da cama e parte em busca de uma solução para a terrível insónia que se aproxima. Pé ante pé, dirige-se à sua estante repleta de livros. O que será que vai escolher? Já leu todos, os quais já repetiu centenas de vezes. Aborrecida, senta-se ao computador. E se escrevesse alguma coisa?
«-Hum, primeiro tenho de comer qualquer coisa...!» - pensa ela enquanto se prepara para ir à cozinha aquecer uma caneca de leite.
Momentos depois, aninha-se junto ao computador, coberta por uma manta quentinha aquecida previamente no seu habitual aquecedor, e começa a escrever pausadamente. As mãos deslizam sem esforço numa catadupa feliz. Seguem-se as palavras certas, os elementos certos para uma receita de palavras que embelezam o espaço em questão. Acredita em si própria e avança como se estivesse num palco. Imagina-se a tocar um formoso piano de teclas finas e concentra-se na melodia enquanto os seus dedos freneticamente a acompanham. Sabe que se continuar a escrever ficará sem sono e só adormecerá bastante tarde. Mas o que importa isso agora, se o prazer de escrever abafa qualquer tipo de constrangimento? E continua numa dança elegantemente feliz. A escrita faz parte dela desde sempre.

Jovita Capitão.

Quero voltar a estar zen.



Quero voltar a estar zen.
Imitar o canto dos pássaros,
sentir o encanto da alma,
criar um refúgio à minha volta.

Quero voltar a estar zen.
Acreditar num mundo melhor,
esquecer tudo o que me irrita
e lutar com todas as minhas forças.

Quero voltar a estar zen.
Abrir os braços à felicidade,
soprar os ventos da maldade
para bem longe de mim.

Quero voltar a estar zen.
Flutuar numa nuvem de sabedoria,
sentir a minha vida fluir
como se amanhã não houvesse dia.

Quero voltar a estar zen.
Transmitir paz ao meu semelhante,
e não me deixar perturbar
por algo estranho e deselegante.

Quero voltar a estar zen.
Chamar todas as forças da natureza,
mergulhar no mar de profundeza
e nas águas límpidas da vida.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Desabafo - A má educação é uma coisa que se pega...

Não gosto de pessoas que acham que estão sempre certas. Nunca erram, nunca falham, têm sempre razão. O que é que custa admitir que se errou? O que custa admitir que não se percebeu um determinado assunto? O que é que custa admitir que talvez a outra pessoa esteja certa? Pessoas assim são extremamente irritantes, arrogantes e nunca aprendem. E pior que isso, causam um desconforto a quem lhes quer bem porque não são capazes de dizer as palavras mágicas tais como: "peço desculpa" e "obrigada". 

Acontece que de vez em quando é necessário despreza-las porque a má educação é uma coisa que se pega... Vocês não acham?