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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

E a tragédia continua

Nos Hospitais
tantos são os ais!
E quanto aos demais?
A ordem é: "De casa não sais!"

E a tragédia continua
numa extrema dor aguda
na alma de quem presta cuidados.

E a voz do povo
que continua muda,
difere da voz dos deputados.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Ninguém sabe

Como vai ser o futuro? Ninguém sabe.
O covid vai desaparecer? Ninguém sabe.
Quando é derrubado este muro? Ninguém sabe.
Na verdade, são poucos aqueles que querem saber. 
E a Liberdade? Perguntam vocês.
Acaso será devolvida?
Ninguém sabe.
Esta é a realidade.
Esta estranha verdade
que nos consome em cada dia
e que nos remete de novo à saudade.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Bolo de Limão coberto com Ganache de chocolate




Queridos leitores e amigos da Rainha, acho que a vida anda demasiado amarga para meu gosto, então hoje deu-me para isto: um bolo de limão com uma ganache de chocolate, para adoçar o coração. Que tal? ;)
 

Ingredientes para o bolo: 

Uma chávena de farinha;

Uma chávena de açúcar;

4 ovos;

1 iogurte;

1 limão ( raspas e sumo).


Ingredientes para a ganache:

1 tablete de chocolate de culinária;

50g de manteiga;

100g de açúcar;

Vinho do Porto q.b.


Preparação: 

Para fazer o bolo, basta juntar todos os ingredientes e colocar no forno pré-aquecido a 18 graus. Após 25 a 30 minutos, retira-se o bolo e cobre-se com a Ganache de chocolate.

Para fazer a Ganache precisamos de uma panela grande e de uma mais pequena para colocar os ingredientes em banho maria. Junta-se tudo a frio e depois deixa-se ferver mexendo sempre até se tornar um creme. 

E pronto, depois é só cobrir o bolo, deixar arrefecer e está pronto a ser comido. 

Experimentem e digam-me como é que ficou! :)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Busca constante

Numa busca constante
continuo a procurar
um lugar seguro
onde possa sonhar.

Um lugar, onde possa encontrar
a paz que preciso
e motivos para acreditar
que a vida vale a pena.

Um lugar, onde possa ser eu mesma.
Um lugar, que me impele a doar
um pouco mais de mim ao outro, como um todo.
Um lugar, onde possa potencializar o meu propósito.
Um lugar, para o qual nasci.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021

Desabafo sobre o confinamento

E pronto, vamos voltar a confinar. Estão preparados para mais uma temporada de "sozinhos em casa"? Pois, lá terá de ser, para ver se os números baixam, a ver se morre menos gente, a ver se voltamos às nossas actividades habituais, a ver se voltamos ao normal. Qual normal? Perguntam vocês e pergunto eu. O normal de hoje, não é o normal de ontem. E na minha opinião, o ontem passou depressa demais. Estou tão fartinha disto! Imagino que vocês também. Estou certa?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2021

Já sei confinar

Já sei confinar.
Já sei colocar a máscara.
Agora, só me resta esperar.
Não tenho onde ir.
Já sei onde ficar.
Agora, só me falta sair.

Não tenho paciência para a televisão.
E sou audiência para a solidão.
Eu não sou ninguém
E nem todo o mundo
me quer bem.
Eu não sou ninguém
e nem todo o mundo
me quer bem.

Já sei confinar.
Já sei fazer um bolo
Agora só me falta lanchar.
Não tenho juízo.
Todos temos a vida em jogo
mas não queremos saber disso.

Não tenho paciência para a televisão.
E sou audiência para a solidão.
Eu não sou ninguém
E nem todo o mundo
me quer bem.
Eu não sou ninguém
e nem todo o mundo
me quer bem.

Eu estou querendo
sair daqui.
Eu estou querendo.
Seja o que Deus quiser.
Eu, estou querendo
sair daqui.
Estou querendo sair
assim como o Sr. Zé.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

Letra inspirada na música: " Já sei Namorar" dos Tribalistas. :)

De modo algum é justo morrer

Não é justo morrer-se de frio.
Também não é justo morrer-se de fome.
De modo algum é justo morrer.
Mas quando tiver de acontecer
que seja depois de se cumprir 
o que viemos cá fazer.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Palavras cravadas

Aprendi a versejar em tenra idade.
Devia ter uns doze ou treze anos.
A poesia entrou dentro de mim
e a verdade é que ainda permanece
mesmo após tantos danos.

Às vezes penso em desistir,
quando as palavras ficam mudas
perante uma folha de papel.

Mas, a esperança renova-se
quando as palavras acordam.
Elas, afinal, estão guardadas,
bem cravadas na minha pele.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

Frio

Tento escrever.
Bem devagar o faço.
As mãos estão geladas.
Será que preciso de um bagaço?
Ou vinho do Porto, talvez.
Só assim acabava com este frio, de uma vez!

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Lágrima fácil

Comovo-me com pouco.
Sou de lágrima fácil.
Por vezes disfarço,
mas a verdade habita nos meus olhos.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Desadequado

Desadequado pensamento.
Desadequada forma de estar.
Desadequado sentimento.
Desadequado naquele lugar.
Desadequadamente fiel.
Desadequadamente com fel.

Porém, desadequa-te sempre.
Não queiras ser fiel,
adequado em todo o lado.
Esquece o amargurado
e pinta a tua vida a pincel.
Faz de conta que és um capitel.

Quando caíres, levanta-te a seguir.
Pois, é de pé que deves prosseguir.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Às zero menos quatro

O pé direito entrou em 2021,
quis o esquerdo não o acompanhar.
Arranjou-se um trinta e um!
Ainda não sei em que vai dar.

Pouco antes da meia-noite,
eram zero menos quatro,
a garrafa do espumante disparou.
O susto, causou cá um aparato!

Não sei se era o próprio tempo,
a dizer que já era tempo
de dizer adeus a 2020,
ou se foi um mero acaso
simples e isolado
bastando por isso 
passar à página seguinte.

Mas uma coisa é certa
às zero menos quatro
a garrafa disparou,
deixou-me boquiaberta
porque ninguém lhe tocou.

Jovita Capitão, Rainha das Insónias.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

Adeus, Carlos do Carmo

No primeiro dia do ano, recebi esta triste notícia. Era um ícone do fado e um impulsionador da cultura Portuguesa no estrangeiro. 

Eu gostava de o ouvir. Tinha a poesia no coração e deitava-a cá para fora em forma de música. As suas palavras, calmas e singelas, acalentavam-me a alma.

Carlos do Carmo morreu hoje, mas não a sua voz. Deixou-nos um legado que vai ficar para sempre na minha memória e na história da cultura Portuguesa.