terça-feira, 7 de novembro de 2023
Dia de Vacina
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
Foi tanta coisa que mudou!
Já disse adeus à menininha
que outrora se assustou.
Já tenho pensado em quem sou.
Já disse adeus à sonhadora
que muito se deslumbrou.
Já tenho pensado em quem sou.
Já disse adeus a tantas pessoas.
Foi pouco o que restou.
Já tenho pensado em quem sou.
Ultrapassada a linha da maternidade
foi tanta coisa que mudou.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quinta-feira, 2 de novembro de 2023
Que ventania!
Um ninho com um passarinho.
Um pequeno pardalinho
que cruzou o meu destino.
Cá dentro não há vento
nem a brisa fria.
Mas lá fora há ventania.
Jovita Capitão, Rainha das insónias.
quarta-feira, 1 de novembro de 2023
Não estou sozinha
Ainda estou acordada.
O sono ainda não chegou.
Chegará de madrugada.
Vou fazer um chá
e escrever um poema
antes que o miúdo acorde
e faça uma cena.
Todas as noites
são assim.
Um momento para ele,
outro para mim.
Olho em volta
já na cozinha.
Posso sorrir.
Não estou sozinha!
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 27 de outubro de 2023
O que será?
quarta-feira, 11 de outubro de 2023
Maternidade
sábado, 7 de outubro de 2023
Ser mãe
(Pequeno texto escrito num guardanapo numa madrugada difícil, precisamente no dia 21 de Agosto de 2023 em Leiria).
quinta-feira, 5 de outubro de 2023
Mudar de lugar.
Dia longo.
Mão na anca.
Sabão.
Paparoca.
Consulto o relógio.
Que horas serão?
Apressada,
esqueço o pão.
Bebé chora.
Mamã cuida.
E finalmente,
bebé dorme.
Pois então!
Volto às tarefas
do costume.
Coloco comida
ao lume.
Lavo a roupa.
Estendo a mesma.
Apanho e guardo.
Vejo uma lesma.
Grito!
Afinal não era.
Mas parecia.
Era uma sombra.
A lesma sou eu
de tão cansada!...
Repito tarefas.
Continuo a labuta.
Respiro fundo.
Que dia tão longo
que se repete
dia após dia!
Mas à noite vem a sensação
de dever cumprido.
Embora sempre me arrependa
de mal ter dormido.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
Os últimos tempos!
terça-feira, 4 de abril de 2023
A criatividade vai voltar!
Queridos leitores e amigos da Rainha, sei que não tenho vindo aqui tão frequentemente como antes o fazia, mas tenho bons motivos para isso.
Em 2021, quando os meus pais faleceram, a vida perdeu um pouco o sentido e fiquei a sentir-me vazia. Perdi o interesse nas coisas mais banais e foquei-me apenas na sobrevivência. Agarrei-me ao trabalho para esquecer a dor e fui-me afundando cada vez mais em tarefas que muito pouco tinham a ver comigo. Fi-lo até agora por necessidade e o sonho adormeceu em mim.
A escrita, que sempre foi Soberana, ficou portanto em standby. Toda a gente sabe que trabalhar num restaurante, não tem grande interesse artístico. E o pouco tempo que me sobrava servia para organizar a casa e a cabeça para o dia seguinte.
No entanto, o tempo passou e agora vou ter uma nova oportunidade de renascer. Tenho a certeza que me vou tornar uma mulher muito mais madura, valente e certamente mais feliz. Não que essa nova vida não me traga desafios, muito pelo contrário. Mas acredito que ao passar esta barreira já não voltarei mais a ser a mesma.
Se a escrita vai continuar? Certamente que sim. Com que frequência o farei? Não faço a mínima ideia. A única coisa que sei é que a criatividade vai voltar a aflorar em mim quando por fim tiver nos meus braços aquele ser tão pequenino que habita em mim há cerca de 8 meses. Sim, a Rainha vai ser mãe! :)
domingo, 2 de abril de 2023
Doze anos - Rainha
Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje faz precisamente 12 anos que este blogue nasceu.
É, portanto, motivo mais do que suficiente para comemorar. :)
terça-feira, 11 de outubro de 2022
Reorganização
Estou numa fase da minha vida em que preciso reorganizar as coisas à minha volta. Quero muito retomar a escrita regular, quero muito dedicar-me a novos projectos, mas sinto que estou presa a velhos padrões de comportamento que me levam à estagnação. Essa sensação talvez tenha aparecido por me ter dedicado no último ano a coisas que não me preenchem. Mas a vida é assim, faz-nos recuar em alguns momentos. E se assim não fosse como podíamos dar valor àquilo que verdadeiramente interessa?





