Engulo um sufoco, finjo sorrir
e faço ouvido mouco
àquilo que estou a sentir.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
domingo, 16 de junho de 2019
quarta-feira, 5 de junho de 2019
Cultura
Cultura, são as vivências de um povo.
Cultura, são as ancestralidades.
Cultura, são as experiências
e por vezes as vaidades.
Cultura, são as palavras eruditas.
Cultura, são também as palavras simples.
E a língua em que são ditas.
Cultura, são as cores de uma nação.
Cultura, são as flores, frutas e legumes
plantados com a própria mão.
Cultura, são os pratos cozinhados
Cultura, são os temperos preparados.
Cultura, são os costumes populares,
as festas, a doçaria, os fados.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Cultura, são as ancestralidades.
Cultura, são as experiências
e por vezes as vaidades.
Cultura, são as palavras eruditas.
Cultura, são também as palavras simples.
E a língua em que são ditas.
Cultura, são as cores de uma nação.
Cultura, são as flores, frutas e legumes
plantados com a própria mão.
Cultura, são os pratos cozinhados
Cultura, são os temperos preparados.
Cultura, são os costumes populares,
as festas, a doçaria, os fados.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
segunda-feira, 3 de junho de 2019
A poucos palmos do chão - de Miguel Almeida
Queridos leitores e amigos da Rainha, já terminei de ler o livro "A poucos palmos do chão" de Miguel Almeida e tal como vos prometi, vou falar-vos acerca do mesmo.
Sim, eu sei que demorei um pouco a lê-lo, mas a falta de tempo e de disposição fez-me colocar outro ritmo na leitura, pouco comum a meu ver, mas que apesar disso não me fez desistir. E valeu a pena persistir na leitura porque esta remeteu-me para um lugar do meu imaginário por várias semanas na qual não me arrependo nem um segundo sequer.
Não sei exactamente se a história é ficcional ou não, mas enquanto a lia verifiquei tamanho humanismo nas personagens que fiquei na dúvida se aquelas pessoas existem ou existiram realmente. E mesmo que se trate apenas de ficcção, gosto de imaginar aquela aldeia e as suas gentes como se fossem reais.
E de certa forma, são. Quem é que não conhece um Sr. Alfredinho, dono de um estabelecimento qualquer, numa aldeia no interior do País? E quem é que não se recorda de ver gaiatos correrem rua abaixo a jogar à bola ou à apanhada como se via antigamente? E alguém faz ouvidos moucos ao "diz que disse" de uma aldeia, que vive dos boatos e atrás das novidades antes de existir televisão? Ninguém. Pelo menos, ninguém nascido antes dos anos 80. E os imigrantes franceses que voltavam à aldeia, para construírem as suas casas depois de anos de trabalho no estrangeiro? Parece-te familiar? A mim também.
"A poucos palmos do chão" é em suma, a visão de uma criança sobre a aldeia em que vive e sobre as suas gentes. As suas dificuldades enquanto criança e o aprendizado advindo das diversas situações e peripécias. É fácil sentirmos alguma identificação com as personagens. De certa forma, era a vida de muitos Portugueses das aldeias do interior. Além disso, este livro também nos fala de assuntos sérios, tais como vida e morte, amizade e amor, alegrias e tristezas da vida, de tantas vidas cruzadas num único lugar.
Se ainda não conhece este livro, recomendo que o leia. Talvez o remeta para as suas próprias recordações de infância, tal como aconteceu comigo.
domingo, 2 de junho de 2019
Quando parte um amigo...
Queridos leitores e amigos da Rainha, hoje recebi uma notícia desagradável. Soube que um amigo, partiu. O que se faz quando um amigo parte sem nos avisar? O que se faz quando um amigo parte quando sabemos que ainda é cedo? Nada. E por isso, apenas o silêncio prevaleceu nos momentos a seguir à triste notícia.
António Castro era Escritor, como eu. Conheci-o em Lisboa numa apresentação de um dos seus livros. E pelas conversas que tivemos dentro e fora do facebook, mostrou-se sempre como uma pessoa exemplar. Amante das artes e letras, era uma referência para mim. Hoje partiu, para sempre...
Como ele diria, "Ao futuro!" Adeus meu amigo! Até sempre.
sexta-feira, 31 de maio de 2019
E o fim de semana... começa agora!
Queridos leitores e amigos da Rainha, desejo-vos um fim-de-semana pleno, cheio de energia, mas também de serenidade. Que este, sirva para colocar as ideias no lugar!
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Desafio superado
Nem sempre precisamos de plateia. Momentos há em que o valor daquilo que fazemos não está nas selfies que tiramos. Nem toda a gente precisa de saber o que nos acontece. E dizem por aí que as melhores coisas da vida ocorrem quando estamos offline. É verdade. Há coisas que devemos guardar para nós, porque são demasiado especiais. E são essas coisas que nos fazem sorrir do nada, quando estamos a fazer outra coisa qualquer. Hoje foi um dia assim. Sinto-me serena e ainda mais confiante no caminho que escolhi. Estou disposta a deixar os receios de lado e fazer com que esta fase da minha vida tenha um significado positivo. Desafio superado. Venha o próximo! :)
terça-feira, 28 de maio de 2019
Às vezes...
Às vezes a vida dá voltas inteiras
para parar no mesmo lugar.
Outras vezes as voltas são meias
e a vida muda de forma, e nós o pensar.
Às vezes a vida que tínhamos
já não volta a ser o que era.
Os ventos levam-nos para lá do mar.
E o tempo já não espera
que possamos voltar...
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 24 de maio de 2019
A caneta foi para o lixo
A caneta foi para o lixo,
pois impediu-me de escrever.
E se fosse só por isso...
Não precisaria de o dizer.
A caneta foi para o lixo,
pois ficou muda de tinta.
E se fosse só por isso
Não precisaria de outra, limpa.
A caneta que foi para o lixo
já a tinha há muito tempo.
E se fosse só por isso...
Não valeria o sofrimento.
A caneta foi para o lixo.
Mexeu com o meu sistema nervoso.
E se fosse só por isso...
Não precisaria de algo novo.
A caneta foi para o lixo,
pois já tinha os dias contados.
Hoje, já não falo mais sobre isto!
Os motivos eram variados.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
pois impediu-me de escrever.
E se fosse só por isso...
Não precisaria de o dizer.
A caneta foi para o lixo,
pois ficou muda de tinta.
E se fosse só por isso
Não precisaria de outra, limpa.
A caneta que foi para o lixo
já a tinha há muito tempo.
E se fosse só por isso...
Não valeria o sofrimento.
A caneta foi para o lixo.
Mexeu com o meu sistema nervoso.
E se fosse só por isso...
Não precisaria de algo novo.
A caneta foi para o lixo,
pois já tinha os dias contados.
Hoje, já não falo mais sobre isto!
Os motivos eram variados.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
quinta-feira, 23 de maio de 2019
Desistir
Já pensei em desistir.
Baixar os braços,
deixar-me dormir,
esquecer os embaraços
escapulir-me em pedaços
desaparecer, fugir...
Mas depois pensei que talvez,
seja apenas o meu medo a falar.
Pois, talvez o mundo
não ande realmente a conspirar.
Já pensei em desistir.
Baixar os braços,
deixar-me dormir.
Mas enquanto a escrita me alimentar,
o meu sonho continuará a existir.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
Baixar os braços,
deixar-me dormir,
esquecer os embaraços
escapulir-me em pedaços
desaparecer, fugir...
Mas depois pensei que talvez,
seja apenas o meu medo a falar.
Pois, talvez o mundo
não ande realmente a conspirar.
Já pensei em desistir.
Baixar os braços,
deixar-me dormir.
Mas enquanto a escrita me alimentar,
o meu sonho continuará a existir.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
terça-feira, 21 de maio de 2019
A oportunidade
Ainda há espaço para sonhar
mesmo que o tempo urja.
A vontade de sair do lugar
faz com que a oportunidade surja.
E é extasiada que percebo
que a arte ainda faz parte de mim.
E às palavras arranco o que sou
e o que me faz ser assim.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
mesmo que o tempo urja.
A vontade de sair do lugar
faz com que a oportunidade surja.
E é extasiada que percebo
que a arte ainda faz parte de mim.
E às palavras arranco o que sou
e o que me faz ser assim.
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
domingo, 19 de maio de 2019
3ª Edição do Poetry Slam Leiria 2019
Queridos leitores e amigos da Rainha, mais uma vez tive oportunidade de participar no Poetry Slam em Leiria. A poesia foi a Rainha do tempo e fez as honras da casa no Atlas Hostel como de costume. Se valeu a pena? Vale sempre a pena!
sábado, 18 de maio de 2019
Ousa voar!
Observa à tua volta.
O mundo está a mudar.
As árvores renovaram as suas folhas
e os passarinhos voltaram a cantar.
E tal como tu, também ousam voar.
Sonha, acredita e vai!
O mundo está a mudar,
mas não tenhas medo de cair.
Pois, vais ter sempre alguém
com quem contar!
Jovita Capitão, Rainha das Insónias.
sexta-feira, 17 de maio de 2019
Uma formiga no prato
Era uma vez uma formiga que estava no meu prato. Estava debaixo do arroz a descansar. Quando a sacudi, alguém a decalcou mas ela não morreu. Continuou, pois, a mexer o rabo ainda viva, pedindo socorro em formiguês. Tive pena dela e não a comi. Nem sequer tive coragem de a matar. Deixei-a ficar em paz e continuei a comer as pataniscas de bacalhau como se ela não estivesse ainda em cima da mesa. Entretanto, chega a empregada que pergunta se estava tudo bem com o nosso almoço, ao que eu respondi que estava tudo óptimo, inclusive a formiga. Porém, admirada com o insólito da minha resposta, voltou-se e questionou: - " A formiga? Qual formiga?", ao que eu respondi solenemente: - "A formiga que estava no meu prato." Foi então que a empregada, pedindo-me mil desculpas, levou a formiga consigo, na exacta placa onde estavam gravadas as palavras:" Reservado". A mesma que foi utilizada para reservar a mesa para o nosso almoço de turma. E foi assim, que disse adeus à formiga.
P.S. ( Esta história é verdadeira) :)
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